lunes, 19 de septiembre de 2016

Ionh Ming Pei – um arquiteto modernista com visões atemporais.

Ionh Ming Pei – um arquiteto modernista com visões atemporais.
Jorge Villavisencio.

Para a arquitetura pesquisar sobre o longevo arquiteto Ionh Ming Pei (1917-), tem razões especiais, primeiro por ter uma arquitetura com um embasamento muito solido sobre a arquitetura moderna – alguns o atribuem como um arquiteto brutalista. Segundo porque pensamos que o motivo dele projetar está relacionado com os espaços públicos e cívicos, além-claro de alguns de seus projetos com visão atemporal.

São muitos os projetos do arquiteto Pei, sem duvida ao ganhar o premio Pritzker no ano de 1983, é claro pela notoriedade e o talento do projeto da ampliação do Museu de Louvre (1981-1989) fica mais afincado sua razão projetual. “Seu trabalho cria ambientes onde as pessoas podem circular sem empecilhos e integrar-se, aprender e criar: bibliotecas, museus, galeias de arte...” (Denison, 2013:137)

F.01 – Ampliação do Museu de Louvre, Paris. (1981-1989)
Fonte: archdialy (Brasil) – I. M. Pei.

Mais Ming Pei nascido na China e aos 18 anos migra para os Estados Unidos onde inicia seus estudos de arquitetura na Universidade de Pensilvânia, mais se transfere para o MIT onde conclui seus estudos. Mais Pei também fez seu mestrado em arquitetura pela Escola de Pós-grado em Desing na Universidade de Harvard que foi concluído no ano de 1946.

“... descobrindo nessa mesma época (1938) o trabalho de Le Corbusier. Encorajado pelos seus professores do MIT, retomou seus estudos de arquitetura, porém reteve em sua abordagem uma interação bem sucedida entre a estrutura em funcionamento e a estética”. (Denison, 2013:137)

F.02 – Biblioteca e Museu John Kennedy, Boston. (1979)
Fonte: Milenico.

Uma das caraterísticas de Pei é a boa escolha dos materiais que vá a ser parte de seus projetos (uso do vidro, concreto, o aço, a pedra e a madeira), como sabemos a materialidade dos projetos influenciam em muito a percepções do ser humano. Tomamos como referente à ampliação do Museu de Louvre (ver F.01) – “A pirâmide atua como um conjunto compacto e interrupto. A forma da maioria dos edifícios que está subdivida, e suas distintas partes cumprem diferentes funções dinâmicas” (Arnheim, 2001:185) Podemos concluir que forma piramidal termina sendo uma forma atemporal, por isso achamos que Ming Pei torna-se ainda que suas visões ainda sejam contemporâneas.

Não cabe duvida que Pei influencie na arquitetura norte-americana, tanto que foi onde pouco antes (5 anos) de receber seu Pritzker, onde no ano de 1979 recebe a Medalha de Ouro do Instituto Americano dos Arquitetos, a mais alta honraria arquitetônica dos EUA.

F.03 – Centro Sinfônico de Myerson, Dallas. (1989)
Fonte: Bluffon.

“Nos Estados Unidos – como já era observada, a principal experiência norte-americana depende da estrutura tradicional, cuja elasticidade passada, baseada na malha jeffersoniana, traduz-se até hoje em uma conspícua rigidez em relação às transformações... no entanto a serviço da periferia residencial a transforma-los em núcleos complexos de atividades comerciais e recreativas: dentre os projetos mais recentes, devem ser lembrados aqueles para São Mateo na Califórnia (W. Belton & Ass.) para Milwaukee, para Nassau Country, New York (I. M. Pei & Ass.)...” (Benevolo, 2006:786)

Consideramos que a mudança de uma arquitetura até mediados do século XX em norte-americana sempre resguardou sua origens mais do tipo neoclássica, mais como se explica: “Passado-Presente-Futuro: os dois polos entre quais oscilava a arquitetura de museus no final dos anos 70 ficam patentes com um olhar sobre duas obras americanas. De um lado se encontra a ampliação da National Galley of Arts, em Washington DC., realizada por Ieoh Ming Pei de 1978. A forma trapezoidal fora do vulgar, composta por dois triângulos que se interpenetram, resultante do terreno que se encontrava a disposição, confere-lhe, assim, o seu revestimento plano com placas de mármore, uma imagem impressionante e simultaneamente de um classicismo atemporal.” (Tietz, 2008:89-90)

F.04 – Miho Museum, Koka, Japan. (1997) – vista externa.
Fonte: Japan-Guide.

F.05 – Miho Museum, Koka, Japan. (1997) – vista interna.
Fonte: Japan-Guide.

Muitos dos projetos de Ming Pei, tem concordância com a geometria atemporal, de linha puras, este pode se integrar com certa facilidade com ambiente urbano, pensamos que seu passado de sua infância e parte de sua juventude teve muita influencia em suas decisões tectônicas. Não só a forma em si, mais sim pelos cuidados dos materiais empregados, como tínhamos dito anteriormente a materialidade representa para Pei, uma escolha correta, além-claro da forma muito reconhecível da nossa visão espacial.

Pensamos que sua influencia de seus mestres tanto de Gropius em Harvard devem ter sido determinantes na sua conduta projetual, este ocorre nos inicios dos anos 50.

“Posto o que não se experimenta na realidade mais sim a realização, e de realizar é o presente absoluto, não existe distinção possível entre o mundo objetivo e subjetivo, entre a realidade e a ilusão.” (Argan, 1957:133)

F.06 – Museu Alemão de História, Berlin.
Fonte: New Art Net.

No contexto artes-arquitetura se fundamenta pelo conhecimento profundo das condições espaciais em que para Giulio Argan aproveita (claro neste caso de forma do pensamento da Bauhaus) mais bem intuitiva, que nas questões na “intelectualidade espacial”, e coloca como exemplo: “Si cada divisão ou subdivisão” correspondem a certo complexo de atos necessários e si todos os seus atos da sua vida que estão integrados pela função são igualmente necessários, tudo compartimento espacial de uma planta racional tem um valor absoluto, é uma – unidade.
A perfeita racionalidade de uma planta sé reconhece porque os espaços estão divididos qualquer que seja sua extensão de escala, entre se nivelam como valores espaciais absolutos; porque a mesma finalidade e claridade espacial volve-se encontrar em cada unidade; porque nenhum hiato (lacuna) são espaços inertes ou formalmente imprecisos subsiste a forma concisa a economia da planta” (Argan 1957:71)

Para Edgar Graeff define que os edifícios contemporâneos se devam “... a caracterização, e o estudo dos edifícios típicos das sociedades contemporâneas são dificultados pela falta de distanciamento no tempo histórico, que permite estabelecer a necessária visão de conjunto de produção arquitetônica e da real situação da vida social de cada pais.” (Graeff, 1986:57)

F.07 – Banco da China, Hong Kong. (1989)
Fonte: Japan-Guide.

Pensamos que desta forma o arquiteto Ieoh Ming Pei pode perceber sua forma atemporal de fazer arquitetura, de formas simples, mais com uma qualidade esmerada, sua produção tectônica nos leva nas profundidades espaciais que podem ter percepções ou visões que certamente podem ser contemporâneas.

Goiânia, 19 de setembro de 2016.
Arq. MSc. Jorge Villavisencio.


Bibliografia.

ARNHEIM, Rudolf; La forma visual de la arquitectura, Editora Gustavo Gili, Barcelona, 2001.

BENEVOLO, Leonardo, História da Arquitetura Moderna, Editora Perspectiva, São Paulo, 2009.

ARGAN, Giulio Carlo; Walter Gropius y el Bauhaus, Editora Nueva Visión, Buenos Aires, 1957.

GRAEFF, Edgar Albuquerque; Edifício; Editora Projeto – Cadernos Brasileiros de Arquitetura – Volume 7, São Paulo, 1986.

TIETZ, Jürgen; Historia da arquitetura contemporânea, Editora HF. Ullmann, Tandem Verlag – GmbH, 2008.

DENISON, Edward, Arquitetura: 50 conceitos e estilos fundamentais explicados de forma clara e rápida, Ed. Publifolha, São Paulo, 2014.





miércoles, 14 de septiembre de 2016

Aproximações dos conexos e desconexos na vida educacional na arquitetura.

Aproximações dos conexos e desconexos na vida educacional na arquitetura.
Jorge Villavisencio.

Ao iniciar está breve aproximação sobre os “conexos e desconexos na vida educacional na arquitetura”, para isto temos adotado vários referentes como do Claus Moller – “O lado humano da qualidade”; Corey Robim – “El miedo: historia de una idea política”; Wiley Ludeña – “Arquitectura: repensando a Vitruvio y la tradición occidental”; Mario Bunge – “Epistemiología”; Steven Johnson – “Sistemas emergentes: O qué tienen em comúm hormigas, neuronas, cidades y software; Léa das Graças Camargo Anastasiou - “Reflexões e práticas em pedagogia universitária”.

Para começar vamos aportar qual seria a relação para a construção de uma nova matriz curricular na arquitetura e urbanismo, não em termos genéricos, mais sempre com uma visão contemporânea prospectiva, com novas possibilidades de criar novo saberes, é claro nem sempre devemos concordar com todo o dito, a ideia base seria de provocar uma possível estratégia para o futuro, partindo da premissa que o futuro é agora ou que começo agora. Assim como sucede na arquitetura e urbanismo que cada dia está mais focado, (assim penso) em dois pontos: a questão de humanizar e de inclusão mais suas cidades e seus edifícios, e da tecnologia conectada ao fato de menos consumo de energia com visão de sustentabilidade, claro este no sentido amplo da palavra “sustiniere”.

O conexo: “Segundo a entrada em vigor da LDBEN 9.394/96, neste contexto a universidade – refere-se aos cidadãos e tem como valor central a cidadania”. O ensinar e o aprender... Sendo Institucional, deve ser construído com base nas necessidades e nos problemas postos pelo colegiado que constitui a instituição.
Como instituição, a Universidade não pode ignorar o mercado de trabalho.
A ação de projetar para adiante – para os próximos anos – é uma ação de reinventar, de “fazer de novo ou de outra forma”. (Anastasiou, 2007). Sem lugar a duvidas o expressado, tem um valor agregado a Universidade não pode se tornar um colegiado que este à margem do mercado de trabalho, mais bem, tem estar mais ligado com o solicitado, mais o principio de cidadania começa a tomar forma quando se conhece profundamente à realidade, que nem sempre é fácil de entender, pelas diferentes teorias que existem. Então a pesquisa e a investigação faz parte fundamental do processo de cognição.

Mais, “Para conseguir satisfazer as exigências, desejos e expectativas dos outros, você tem que certificar de que as conhecem – Umas das saídas é de verificar de tempos em tempos, como as pessoas julgam seus atos, seu desempenho e seu comportamento, em relação a essas exigências” (Moller, 1992:62). Entendemos isto imediatamente como ponto central: que é o ser humano, porque construímos suas cidades e seus edifícios para todos num sentido mais profundo, e não para os poucos como alguns pensam. É caberia muito bem colocar a palavra “inclusão”, para as pessoas que tem certas dificuldades, sejam estas de ordem, socioeconômica, física, outros, sem qualquer tipo de discriminação.

A segunda, esta mais ligada aos “medos”, que é muito comum na vida cotidiana, é claro de alguma forma procuramos ter mais segurança, pelos menos nas ultimas pesquisas é o que se indica, a insegurança se torna como parte da vida comum, então: “Quando se sometiam não tinha resistência nem oposição, nada mais ao movimento físico, como resposta ao movimento físico. Como ideia de ameaça a violência, mais que violência mesma, bastava de se impor a obediência” (Robin, 2009:124). Parecera que estamos resinados a conviver com este problema do medo e da insegurança, e não tomamos nenhuma ação, só nos queda a ter uma obediência à imprudência, penso que, se é uns dos pontos fortes a ser re-pensado, caberia a nos dar mais ênfase a este desconexo, porque em minha opinião chegamos ao limite, não poderemos construir mais cidades medievais, com autenticas fortalezas (do tipo condômino fechado) que se proliferam nas cidades e seccionam o vinculo do ser humano – a falta de convivência das cidades e de seus edifícios.

Para Mario Bunge, que toma a vida como “sistema” pode-se obter: “Um sistema é um objeto complexo, cujas partes ou componentes estão relacionadas de tal modo que o objeto se comporta em certos respectivos como uma unidade, e não como um conjunto de elementos. E um sistema concreto é um sistema cujos componentes são objetivos concretos...” (Bunge, 2004:99). Vejamos, para um analise mais profundo a gente tem analisar todas as partes, para construir certa unidade espacial, que é a maior ambição ou aspiração do que se pode ter um logro tectônico, mais estes objetivos que seriam as partes do próprio sistema. Esta concretização das partes que são esses objetivos concretos, assim desta forma poderia obter a unidade com uma esmerada intensão, objetivando critérios mais profundos.

Através do espaço-tempo, desde o século I, no primeiro Tratado da Arquitetura de Vitruvio tinha analisado que a problemática dos “costumes”, sem duvida muita gente atua o dia a dia na própria maneira – pelo mesmo costume – penso que desta maneira é de se acomodar as formas de vida, mais hoje neste mundo contemporâneo, essa costume penso que vá tomando menos importância, a ideia é de encontrar, ou pensar de modo diferente já faz parte do convívio (pessoas com caráter alternativo), desta forma temos outras valorações. “…as costumes torna-se más complexo na sua acepção. Aparentemente o teor de alguns paisagens, poderiam estar relacionado com a dimensão cultural do humano. Mais, o significado deste fator, tal como é definido por Vitruvio, alude mais a existência da edificação em quanto o sistema de significados com uma forma de uso social”. (Ludeña, 2001:63).

Pensamos que cada ser humano encontra seus próprios patrões ou formas de vida, já seja desde seu ponto de vista socioeconômico ou cultural. Mais como tínhamos dito anteriormente tem certo conformismo da vida cotidiana. Talvez pela exacerbada rotina do dia a dia, mais: “O corpo aprende também de forma inconsciente, e mesmo ocorre com as cidades, porque o aprender não consiste unicamente em ser conscientes com a informação, é também uma questão de armazenar informação e saber onde se pode achar. Se trataria de achar e de ser capaz de encontrar uma resposta aos próprios patrões...” (Johnson, 2001:93). Por isto pensamos que se as cidades e seus patrões ou formas vá encontrando novos rumos, também pode ser que este errado, mais tem que ter o sentido de experimentação, novas experiências são adquiridas no espaço-tempo, através de essa procura de informação em que seja mais conexa com nossas realidades contemporâneas.

“Para isto se exige uma - revisão contínua do quadro teórico-prático global - dos cursos.
“Uma logica própria de cada área, que contem um conjunto de “saberes”, de “saber fazer” e do “ser” profissional a atuar numa realidade” (Anastasiou, 2007).

Goiânia, 14 de setembro de 2016.
Arq. MSc. Jorge Villavisencio.


Bibliografia:

ROBIN, Corey; El miedo: historia de una idea política, Fondo de Cultura Económica, México DF., 2009.

DA CUNHA, Maria Isabel (org.); ANASTASIOU, Léa das Graças Camargo; Reflexões e práticas em pedagogia universitária, Editora Papirus, Campinas – SP., 2007.

MOLLER, Claus; O lado humano da qualidade, Editora Enio Matheus Guazzelli & CIA. Ltda., São Paulo 1992.

BUNGE, Mario; Epistemologia, Editora siglo XXI, Barcelona, 2004.

LUDEÑA, Urquizo Wiley; Arquitectura: repensando a Vitruvio y la tradición occidental, Universidad Nacional de Ingeniería – Facultad de Arquitectura, Urbanismo y Artes – Instituto de Investigaciones, Lima, 2001.

JOHNSON, Steven, Sistemas emergentes: O qué tienen en común hormigas, neuronas, ciudades y software, Fondo de Cultura Económica, México DF., 2001.




sábado, 2 de julio de 2016

Montaner e sua condição contemporânea da arquitetura.

Montaner e sua condição contemporânea da arquitetura.
Jorge Villavisencio.

No mês de abril de 2016, foi publicado no Brasil o tão esperado livro de Josep Maria Montaner: “A condição contemporânea da arquitetura”, Editado pela Editora Gustavo Gili, na cidade de São Paulo, 2016. A tradução do livro fica a cargo de Alexandre Salvaterra. O livro contém nove capítulos.

Para nós que interessa saber sobre a arte da arquitetura (parafraseando a Neufert), os escritos de Montaner em especial suas criticas, penso que faz muito sentido, além-claro de seu poder de visão de síntese com os dados e críticas de diversos projetos de arquitetura e de suas cidades, uma espécie de historia da arquitetura moderna e contemporânea.

MONTANER, Josep Maria; A condição contemporânea da arquitetura, Editora Gustavo Gili,São Paulo, 2016.

Montaner não tinha escrito ultimamente, seu último livro de 1997 e atualizado em 2012. “A modernidade Superada: Ensaios sobre a arquitetura contemporânea” da Gustavo Gili Editora. Foi Editada em São Paulo, 2012, e sua tradução ficou a cargo Alicia Duarte Penna.
Penso que no livro A modernidade superada deixa no final do último capitulo “A beleza das arquiteturas ecológicas”, assim permitindo um gostinho em querer saber mais sobre este assunto, tanto assim que Montaner faz referencia ao novo livro que é a continuação do mesmo. Também investigamos neste ultimo livro no capitulo final Arquiteturas do Meio Ambiente, ele expõe o que seriam as “Arquiteturas bioclimáticas, ecológicas, sustentáveis e holísticas”. Que a nossa maneira de ver são este tipo de arquiteturas irão nortear o futuro de fazer edificações e cidades, assunto que abordaremos mais na frente.

No primeiro capitulo “A continuidade do racionalismo e dos princípios modernistas” aborda as evoluções da arquitetura high-tech, o surgimento do minimalismo, a atualidade do Open Building e os suportes de N. John Habranken, Lacaton e Vassal; economia e conveniência do século XXI, arquitetura comercial e metarracionalista e por ultimo a arquitetura digital: cidade global e cidade inteligente. Neste ultima parte faz uma analise do que defendia Mitchell e Eisenman “... na qual as geometrias complexas e sinuosas, criadas no mundo virtual do monitor, sugerem uma pretensa liberação das formas e dos espaços mediante uma arquitetura de redes e correntes, fluidas e transparentes, liquidas e dinâmicas...” (Montaner, 2016:22).

O segundo capitulo “A aceitação do organicismo” aproxima da continuidade do universo de Enric Miralles, Frank O. Gehry: o museu Guggenheim de Bilbao, organicismos contemporâneos, que nesta parte indica “... alguns exemplos de arquitetura contemporânea, que vão desde as formas mais artesanais e serenas de Clorindo Testa ou de Josep Llinas aos experimentos futuristas, dinâmicos e digitais de Dennis Dollens , NOX ou FODA, passando pela herança de Archigram ou de Future Systems.” (Montaner, 2016:35).

Já no capitulo terceiro “Cultura, tipologia e memoria urbana: monumentalidade e domesticidade” fazem a analise a Rafael Moneo: texto, contexto e discípulos, Manuel Solá-Morais: a habitação urbana, Álvaro Siza no seu excelente projeto do Museu Iberê Camargo na cidade de Porto Alegre. A urbanidade das arquitetas vienenses, arquiteturas urbanas, arquiteturas da domesticidade e por ultimo o resgate do valor da arquitetura artesanal.

No quinto capitulo “Arquitetura e Fenomenologia” faz um reconto do realismo e brutalismo, Steven Hall: espaços e percepção, Glenn Marcutt: integração ao meio, Peter Zumthor: a matéria na paisagem, Mauricio Rocha: formas e texturas para os sentidos, Diller Scofidio: o corpo e ação, Williams Tsien: lentidão.

E no sexto capitulo que trata da “Fragmentação caos e iconicidade” aborda o novo pragmatismo, Bernard Tschumi: o Museu de Acrópole, Rem Koolhaas/OMA: a biblioteca pública de Seattle, a escola holandesa contemporânea: MVRDV, Big: a iconicidade da arquitetura, Zaha Hadid: tipologias para o futuro e termina o capitulo com as diversas arquiteturas da complexidade.

No sétimo capitulo “Digramas e Energia” analisa a SANAA: teoria e prática dos diagramas, Junya Ishigami: arquitetura liquida para a ação, os ideogramas de RCR arquitetos, Atelie UM Studio: diagrama em quatro dimensões, e a evolução dos diagramas.

No penúltimo do oitavo capitulo que trata “da crítica radical aos grupos: arquiteturas da informalidade”, observa a busca de novos modos de ensino da arquitetura, arquitetura e arte, arquitetura para prever e melhorar o urbanismo informal, os herdeiros de Cedric Price na América Latina, arquiteturas coletivas e por ultimo moradias com participação.

No ultimo e nono capitulo que trata das “Arquiteturas do meio ambiente”, como tínhamos mencionado no início deste texto, da importância da contemporaneidade em poder conseguir que neste tema que servem para pessoas comuns e professionais interessados ou pesquisadores, tentamos procurar certa felicidade como indica Smuts, através do nosso comportamento e atitude com relação ao meio ambiente, poder fazer melhor é muito bom, isto nos faz além de corretos com os outros, com o povo, com a sociedade de maneira geral, onde podemos sim criar um mundo melhor, e não só pensar no poder capitalista que merma nossos sentimentos e atitudes.

Goiânia, 3 de julho de 2016.

Arq. MSc. Jorge Villavisencio.


miércoles, 1 de junio de 2016

High-Tech – uma arquitetura ainda contemporânea.

High-Tech – uma arquitetura ainda contemporânea.
Jorge Villavisencio.

Si bem e certo a arquitetura de tendência High-Tech vem da época da arquitetura moderna e do pós-modernismo, deixo um rastro indelével nos dias atuais. Como sabemos a obra do Centro Pompidou (Centre national d'art et de culture Georges-Pompidou 1972-1977) na parceria ítalo-britânica dos arquitetos Renzo Piano (1937-) e de Richard Rogers (1933-) também ele parceiro de Norman Foster (1935-), marcou seu tempo, pensamos que hoje o resgate desta historia poderia torna-se relevante, que é a intenção deste ensaio.

F.01 - Centro Pompidou (1972-1977) – Renzo Piano e Richard Roger – vista externa.
Fonte: archdaily/Brasil.

Uma das caraterística relevantes na arquitetura High-Tech é “A honestidade dos materiais das fachadas é uma qualidade reconhecível da arquitetura high-tech” (Danison, 2014:116).

Este assunto da tecnologia e o uso “correto” dos materiais torna-se hoje um ponto fundamental para a criação de espaços edificados com conotações que vão além, seria uma espécie expressão de desejo em mostrar sua própria estrutura – uma vestimenta revelada na sua ossatura.

Nestes últimos tempos a velocidade das novas tecnologias tectônicas tem tomado incremento, e consideramos que para projetar com esmerada qualidade temos que ter conhecimento do aparecimento no uso destes instrumentos, mais nossas pesquisas devem também fomentar o uso destes, assim poderemos aplicar nas formas projetuais que colaboram em uma visualização que poderia torna-se mais harmoniosa com nossos tempos. O uso de “vidro e do metal”.

F.02 - Centro Pompidou (1972-1977) – Renzo Piano e Richard Roger – corte.
Fonte: Kenneth Frampton

Mais não poderíamos confundir em uma exacerbada utilização desta nova tecnologia, isto é uma parte das maneiras projetuais (processo criativo e do partido) de fazer arquitetura, e claro, nos sabemos que existem outra formas de fazer e criar, a “materialidade” das produções que é uma das estratégias, assim com um analise consciente de todas as “condicionantes” que se devem agregar a nossa vivencia projetual.

Existe também um processo de visão com o é a industrialização, como sabemos a construção em massa diminui os custos, assim como o não desperdício que visa certa sustentabilidade, nas maneiras de construir edificações. Estes produtos padronizados que podem na sua maioria ser produzidos em fabricas, para depois ser montados no canteiro de obra.

Também, “... uma das caraterísticas da arquitetura High-Tech é a flexibilidade de uso (e situação espacial). Isto significa a ênfase recai sobre a funcionalidade do espaço, e não sobre as vantagens sociais ou artísticas da obra...” (Danison, 2014:116).

F.03 - Edifício Swiss Re - 30 Saint Mary Axe em Londres (1999-2004) – Norman Foster.
Fonte: The Guardian

Temos reparado que uma das caraterística das edificações contemporâneas é visão de “flexibilidade”, ate pelas mudanças constantes nos usos de seu “espaço-estrutura-função”, o que poderíamos definir como – como uma função que vai evoluindo com o tempo, afirmando com o passar do tempo-espaço uma contemporaneidade que se está presente nos seus edifícios. O imaginário destes edifícios logra uma percepção diferente dos outros como se indica “As experiências visuais são resultantes qualitativamente diferentes de aquelas recebidas quando se observa um modelo...” (Arnheim, 2001:1001).

Outra condição importante da arquitetura High-Tech e a “leveza” dos materiais empregados na obra, pareceria um quebra-cabeças de diferentes elementos que são conjugados em essa tão esperada condição de “unidade espacial” na edificação, “Do ponto de vista tecnológico, essa arquitetura leve, desmontável,, só se tornou possível na década de 1970, por exemplo o Centro Pompidou (1972-1977), de Renzo Piano e Richard Rogers, em Paris” (Montaner {1}, 2012:148). (ver imagem F.01 e F.02)

F.04 - Eden Cornualha (2002) – Norman Foster.
Fonte: Gigantes do Mundo.

A vida urbana das cidades está cambiando e dá passo a outros olhares, significado usos e padrões diferenciados, com é o caso da obra do Centro Pompidou – “...a própria evolução do material da arquitetura e a mudança rápida nos modos do uso do espaço, junto com as leis inexoráveis do consumo e a contínua transformação das cidades...” (Montaner {1}, 2012:152).

A popularidade destes edifícios (Pompidou) como o indica Frampton “quanto tudo o mais”, consideramos que os edifícios culturais a arte é mediador da cultura e deve estabelecer seus objetivos em função ao meio, não é uma tarefa fácil de levar, por quanto pode ser um fracasso total, o lugar onde será implantado o edifício, na minha maneira de ver, tem que ter uma “memoria urbana”, algo acontecido no passado, voltado a seu futuro.

F.05 - Museu Guggenheim de Bilbao (1992) – Frank Gehry.
Fonte: Portfolio do Museu Guggenheim.

Mais também pode criar em contraposição outros olhares urbanos - “O fato adicional de que a escala do edifício (Pompidou) é bem diferente a seu contexto urbano e de que ele é incapaz de se representar seu status enquanto a instituição é coerente com a posição ideológica da qual provém, uma vez que tais preocupações sempre foram alheias à escola inglesa de design Dymaxion” (Frampton, 2008:347).

Em contrapartida poderemos pensar diferente que Frampton, os edifícios culturais, são como indique diferenciados, “... nos centros de cultura o espaço que se reserva a convivência deverá entender-se a todas as áreas, sendo um estimulo das relações interpessoais” (Milanesi, 2003). Entendemos isto, porque raramente os edifícios culturais não são aceitos pela sociedade, mais bem pensamos que com o passar do tempo vão adquirindo memoria urbana, seja esta só local ou a escala de cidade. Agora pode ser que o edifício Pompidou, não atenda as necessidades atuais, por quanto tem uma quantidade de visitantes na atualidade supera os 20,000 ao dia, é claro, o edifício não suporta essa quantidade de gente. Mais isto não novidade aconteceu no Museu do Prado entre outros, pensamos que o importante que guarde (na ampliação) uma coerência espacial, tal qual ele foi pensado com tecnologia da arquitetura High-Tech.

F.06 - Fundação Louis Vuitton (2006-2014) – Frank Gehry.
Fonte: Portfolio Louis Vuitton.

Um dos arquitetos mais proeminentes da arquitetura High-Tech é Norman Foster, com seu arranha-céu como é o Edifício Swiss Re – hoje 30 Saint Mary Axe em Londres (1999-2004), um edifício em planta de circulo, mais de forma cônica e cilíndrica. Indica-se “... que é uma boa resposta a ação dos ventos e dos significados em termos de sustentabilidade” (Montaner {2}, 2016:14). (ver imagem F.03)

Renzo Piano cria uma aliança entre a natureza e a tecnologia como na obra do Eden Cornualha (2002), que em forma de cúpula com uma estrutura muito leve em aço (ver imagem F.04) cuja função é de uma grande estufa.

Outro arquiteto que utiliza tecnologia em seus edifícios é Frank Gehry, com formas experimentais, mais com uma nova adequação de um sentimento de arritmia espacial, exemplo claro do Museu Guggenheim de Bilbao (1992), (ver imagem F.05), como se explica “... exploração sistêmica de formas gestuais, orgânicas e oníricas que surgem do impulso criativo do subconsciente...” (Montaner {2}, 2016:32).
Também Gehry experimenta novas formas (talvez sem muito sucesso) como é a obra da Fundação Louis Vuitton (2006-2014) em Paris, (ver imagem F.06) “... na qual continua com seu maneirismo em suas formas externas ainda mais arbitrarias...” (Montaner {2}, 2016:34). Mais devemos dizer que, ambas as obras de Gehry no seu interior são de função com certa normalidade a esta tipologia de projetos.

F.07 - Povo da Kunsthaus Graz (2003) – Peter Cook e Colin Fournier.
Fonte: Blog do Dimitri.

“Uma das vertentes mais elaboradas e sofisticadas da arquitetura High-Tech tem perdurado das formas orgânicas dos bulbos. Coroando as proposta do Grupo britânico ARCHIGRAN na década de 1960, Peter Cook (1936-), um dos antigos membros, projetou junto com Colin Fournier, o simpático alienígena ou povo da Kunsthaus Graz, 2003.” (Montaner {2}, 2016:36). (ver imagem F.07). Concordamos em parte com Montaner, mais as formas orgânicas da arquitetura High-Tech é uma parte desta tipologia projetual, mais pode ser aplicada espacialmente nas diversas tipologias da arquitetura contemporânea.

Para terminar, gostaria de deixar de forma clara, que a tecnologia, a natureza e a sustentabilidade podem sim caminhar de mãos juntas, complementando-se uma com a outra, penso que a contemporaneidade exige por estes rumos projetuais, por isso temos preparado o presente ensaio cujo titulo é “High-Tech – uma arquitetura ainda contemporânea”. Experimentar uma nova materialidade faz parte do processo criativo da arquitetura.

Goiânia, 1 de junho de 2016.
Arq. MSc. Jorge Villavisencio.



Bibliografia

MONTANER, Josep; A modernidade Superada: Ensaios sobre arquitetura contemporânea {1997}, Editora Gustavo Gili, São Paulo, 2012. {1}

MONTANER, Josep; A condição contemporânea da arquitetura, Editora Gustavo Gili, São Paulo, 2016. {2}

FRAMPTON, Kenneth; Arquitetura Moderna {1997}, Editora Martins Fontes, São Paulo, 2008.

ARNHEIM, Rudolf; La Forma visual de la arquitectura, Editora Gustavo Gili, Barcelona, 2001.

DENISON, Edward; Arquitetura: 50 conceitos e estilos fundamentais explicados de forma clara e rápida, Editora Publifolha, São Paulo, 2014.

MILANESI, Luís; A Casa da Invenção, Editora Ateliê, Cotia, São Paulo, 2003.



martes, 24 de mayo de 2016

As arquiteturas contemporâneas: ecológicas, bioclimáticas, holísticas e sustentáveis.

As arquiteturas contemporâneas: ecológicas, bioclimáticas, holísticas e sustentáveis.
Jorge Villavisencio.

Não temos duvida que a percepção contemporânea sobre o meio ambiente tem tomado mais incremento nestes últimos tempos. Razão pela qual a defesa da “natureza” no sentido amplo da palavra cria circunstancia que devem ser revistas seus conceitos, de como devemos ver para o futuro melhor, entendemos que o futuro é hoje, pelo tanto, é ate uma obrigação para a arquitetura e o urbanismo manifestar-se sobre estes temas, que visam qualidade das cidades e seus edifícios.

No recente libro de Montaner “A condição contemporânea da arquitetura”, publicado em Abril de 2016, São Paulo, pela Editora Gustavo Gili (versão em português) define estes assuntos consideramos fazer-lhes a conhecer, assim de fazer algumas reflexões próprias, de como a gente percebe estes conceitos de Montaner. Mais devemos dizer que: Josep Maria Montaner, é um arquiteto, historiador e pesquisador que tem se esmerado em colocar alguns assuntos relacionado com as cidades e seus edifícios de forma clara e concisa. Por isso temos tomado suas referentes e colocações sobre este assunto que é de importantíssima (assim penso) necessidade para que este futuro se torne melhor. Não ter percepção clara sobre este assunto torna a arquitetura e o urbanismo pobre e deficiente, e claro não queremos isso, não é.

Mais este assunto sobre o problema ambiental, não é de agora, porque para projetar as cidades e seus edifícios de forma eficiente devemos analisar todas as “condicionantes” como é a topografia, incidência solar, posição dos ventos, etc. Mais si nos remontamos desde os primeiros escritos sobre a arquitetura deste Vitruvio (século I d.C.) no seu Tratado – nos Dez Livros de Vitruvio, vemos que ele aborda vários destes condicionantes, então a arquitetura sempre esteve presente no seu analise projetual.

Para Montaner estes experimentos se iniciam (claro baixo uma visão contemporânea) a meados do século XX em que gerações de arquiteturas sustentáveis e ecológicas, onde os coloca como “pitorescos” que na realidade são os primeiros protótipos experimentais, que se inicia nos anos de 1970. Posteriormente nos anos de 1990 são chamados de “ecotech” que é a junção da arquitetura ecológica e da tecnologia.

“Hoje poderíamos dizer que, de maneira geral e indo com leveza e de boa relação com o meio ambiente que tinham os primeiros exemplos emblemáticos, a arquitetura moderna que acabou na década de 1960...” (Montaner 2016:112)

Sem lugar a duvida a boa relação com meio ambiente se torna fundamental, como se coloca uma arquitetura versátil e resiliente, de acordo com o meio ambiente e que, para ser sustentável, que se renova. A renovação na arquitetura é uma constante cada vez aparecem novas formas de projetar, mais ainda com o aparecimento constante da tecnologia construtiva que muda e reconfigura um aporte inestimável para a arquitetura.

Para definir os conceitos de que coloca Montaner, temos os que relacionam com a arquitetura com o meio ambiente, como é o caso da arquitetura “bioclimáticas – que é aquela tradicionalmente construía com os materiais do local e se integrava com seu entorno imediato, inspirado na arquitetura vernacular.” (Montaner, 2016:113)

Os usos dos materiais adequados resultam na caracterização de uma boa arquitetura, por que amenizam o desconforto dos seus edifícios, mais não poderíamos dizer que solucionam todos os problemas, exemplo claro do uso excessivo de energia para climatizar os edifícios, hoje em dia a arquitetura penso que não só procura o conforto dos espaços de seus edifícios, mais também procura o “menos consumo de energia”. Esta ciência ecologia foi fundada pelos cientistas Ernst Haeckel e Charles Darwin no século XIX.

“O conceito de sustentabilidade é bastante recente e foi definido em 1987 pela Comissão Mundial do Meio Ambiente e do Desenvolvimento no relatório Nosso Futuro Comum.” (Montaner, 2016:113)

Esta relação para “atender o não comprometimento das gerações futuras” foi muito abordado neste Blog: arquitecturavillavisencio, em vários textos/ensaios em especial como o indica Montaner na Cúpula da Terra do Rio de Janeiro em 1992, na Agenda 21 (ver a publicação do dia 5 de agosto de 2012 – link na bibliografia). Montaner indica que os pesquisadores Mathis Wackernagel e William Rees estabelece vários critérios para medir a “pegada ecológica”.

“A holística, definido pelo politico, militar, naturalista e filósofo sul-africano Jan C. Smuts (1887-1950) em seu livro Holism and Evolution que refere-se a uma concepção que busca a integração de todos os fatores ecológicos, físicos, emocionais, e mentais inclusive os não visíveis, como a saúde, a liberdade, os sentimentos ou a felicidade.” (Montaner, 2016:113)

Para as pessoas comuns e professionais interessados ou pesquisadores, tentamos procurar certa felicidade como indica Smuts, através do nosso comportamento e atitude com relação ao meio ambiente, poder fazer melhor é muito bom, isto nos faz além de corretos com os outros, com o povo, com a sociedade de maneira geral, onde podemos sim criar um mundo melhor, e não só pensar no poder capitalista que merma nossos sentimentos e atitudes.

Penso, que podíamos abordar muito mais assuntos neste apaixonante tema sobre o meio ambiente, entendemos que não são muitas pessoas que gostam deste tema, mais estamos seguros que num espaço de tempo não muito longo a “consciência” das pessoas tomarão mais incremento – porque duvidamos que as pessoas, as cidades, seus edifícios não procurem a melhorias com qualidade de vida, que nos permita procurar o ser hedonista.

Goiânia, 24 de maio de 2016.
Arq. MSc. Jorge Villavisencio.


Bibliografia

MONTANER, Josep Maria; A condição contemporânea da arquitetura, Editora Gustavo Gili, São Paulo, 2016.

FLOCKER, Michael; Manual do hedonista: dominando a esquecida arte do prazer, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2007.

http://jvillavisencio.blogspot.com.br/2012/08/rio20-na-busca-de-novas-perspectivas.html








martes, 26 de abril de 2016

A beleza exterior e a forma abstrata segundo Georg Friedrich Hegel.

A beleza exterior e a forma abstrata segundo Georg Friedrich Hegel.
Jorge Villavisencio.

Georg Wilhelm Friedrich Hegel nasce na Alemanha, na cidade de Stuttgart no ano de 1770, cidade do reino de Wurtemberg. Estuda filosofia e teologia no seminário protestante de Tübingen, onde tem amizade com o filosofo Friedrich Joseph Schelling e do poeta Friedrich Hölderlin. Entre os anos de 1796 e 1800 trabalha como preceptor em Frankfurt , mais em 1801 em Jena – lugar de concentração de vários intelectuais da Alemanha é de uma cidade muito perto de Weimar de Goethe, onde optem seu primeiro trabalho de professor universitário.

Forem vários textos e livros editados por Hegel, como da Fenomenologia do Espirito, e Ciência da Logica no ano 1816. Também colabora na obra da Enciclopédia das ciências filosóficas. E no ano de 1821 escreve o livro A filosofia do direito. Morre na cidade de Berlim em novembro de 1831.

Considero que vários de seus escritos por Hegel são importantes não só para a filosofia pura, mais também para a arquitetura. Sem duvida a arquitetura tem vários referentes na arte de projetar. Um dos maiores e importantes livros sobre este tema da relação com a estética e a arquitetura no seu livro “Lições sobre a Estética” que corresponde a varias palestras que realizo em Berlim entre os anos 1828 e 1829, o livro foi publicado após sua morte.

Devemos dizer que o livro “Lições sobre a Estética” faz referencia sobre “A beleza exterior e a forma abstrata”, onde consideramos importante fazer algumas reflexões, porque é de direito da arquitetura criar a “forma”, e através do espaço-tempo temos muito interesse (assim penso) porque se produz essa forma?, de onde vem seus referentes?, que faz para que o arquiteto crie a forma desta maneira?. Talvez Hegel tenha algumas respostas, intuito da nossa pesquisa e do nosso ensaio que temos titulado “A beleza exterior e a forma abstrata segundo Georg Friedrich Hegel”.

F.1 – Museu do Amanha (2015), Rio de janeiro – Santiago Calatrava – vista exterior.
Fonte: Revista AU – No. 262.

Para começar Hegel explica que a beleza da forma está relacionada com três aspectos: a primeira com a regularidade, a segunda com a simetria de conformidade a uma Lei (Gesetzmässigkeit) e por ultimo a terceira com a harmonia. Abordaremos cada uma delas no nosso ensaio.

A primeira com a REGULARIDADE, “...que em geral consiste em uma forma igual o de repetição de uma forma única, sempre a mesma” (Hegel, 2003:57)

A causa de sua forma simples e abstrata, tal unidade e do que mais fica afastada da verdadeira unidade, é se concretiza o que segundo Hegel diz “sobre a faculdade superior do espírito e da razão” (Vernunft).

F.2 – Museu do Amanha (2015), Rio de janeiro – Santiago Calatrava – vista exterior.
Fonte: Revista AU – No. 262.

A beleza dessa forma pertence à razão abstrata e lógica. A reta e a mais regular das linhas, porque sua direção e sempre semelhante à mesma. O cubo de igual modo é um corpo inteiramente regular. As linhas, as superfícies, os ângulos são iguais.

A regularidade se une a simetria, com uma forma mais avançada. Em ela a igualdade se soma a desigualdade, em uma identidade mais pura e simples, é aparece à diferença que a rompe. Desta forma se cria a simetria. Esta consiste que não tenha repetição igual a si mesma, mais bem uma combinação de essa forma da mesma espécie, igual a ela, e a mesma simetria entra também no tamanho, a posição, a cor, o som com outras propriedades, mais sempre deve conhecera-la em ela da sua semelhança da forma.

F.3 – Casa Bitxo (2002-2013), Barcelona – Lagula Arquitectes – vista exterior.
Fonte: Revista SUMA+ – No. 237.

A segunda com a SIMETRIA de conformidade a uma Lei (Gesetzmässigkeit), está “se distingue das formas precedentes” (Hegel, 2003:60)
Marca um grau mais alto e serve para a transição a liberdade de um ser vivo. Ainda não é uma unidade subjetiva a liberdade da mesma. Mais é um conjunto de elementos que se distinguem em um só. Diferenças e oposições, mais com um acordo “real e profundo”. Desde já vislumbrar uma relação de qualidade entre os termos distintos: “não só a repetição pura e simples de uma forma idêntica nem de uma combinação igual, ao que é desigual, alternando de modo uniforme mais em concordância de elementos essencialmente diferentes” (Hegel, 2003:60).

Mais a “descrição nos lembra de que o visitante no só experimenta a uma sequencia de vistas, mais bem uma constante transformação gradual que ela é criada pela mesma perspectiva e iluminação de cada superfície ou constelação de elementos... o arquiteto tem contribuído a traduzir o movimento puramente físico do visitante que ele é correspondido” (Arnheim, 2001:124).

F.4 – Casa Bitxo (2002-2013), Barcelona – Lagula Arquitectes – vista interior.
Fonte: Revista SUMA+ – No. 237.

Vale dizer que si os elementos que constituem a forma do objeto conforme o explica Hegel “de uma combinação igual, ao que é desigual” tem um valor mais profundo quando esse visitante que observa o objeto sente que ele é “correspondido”. E claro entendemos que isso depende das propriedades da forma, é de como o sujeito procura certa identidade para que seja correspondido.

A terceira e ultima que trata da “HARMONIA” que ocupa um grau superior. “A harmonia é uma relação de elementos diversos que formam uma totalidade, e suas diferenças que são qualidades tem em seu principio a essência da mesma coisa” (Hegel, 2003:61).

Essa relação que tem como conformidade de uma Lei que deixa pra atrás uma simples igualdade ou de repetição alternativa, mais bem estão formando uma unidade, em termos, que todos concordam no seu interior. Estes acordos se constituem em uma harmonia, que por uma parte são elementos diferentes um por outro. Mais essa destruição da oposição, por onde se manifesta sua oposição reciproca no sentido da fala da harmonia das formas, das cores, dos sons, etc.

F.5 – Posto de Combustível YPF Nordelta (2010-2011), Buenos Aires – Hampton+Rivoira arquitectos – vista exterior.
Fonte: Revista SUMA+ – No. 125.

Penso que no texto de Hegel de alguma forma, temos feitos algumas valorações das “formas” que em forma definitiva tem causado muito interessem não só para os arquitetos e urbanistas – “em querer criar melhor” em forma contemporânea, mais de distintas pessoas que querem que estes edifícios e cidades estejam mais presentes no convívio do dia das pessoas comuns. É que sejam “correspondidos” conforme o explico Rudolf Arnheim. Agradecemos de forma especial aos editores das revistas SUMA+ e AU, que nos tem servido para as ilustrações do nosso ensaio.

Goiânia, 26 de Abril de 2016.
Arq. MSc. Jorge Villavisencio.


Bibliografia

HEGEL, Georg W. F.; Lecciones sobre la Estética {Vorlesungen über die Aethetik, 1834}, Ediciones Escolares S. L., Madrid, 2003.

ARNHEIM, Rudolf; La forma visual de la arquitectura, Ed. Gustavo Gili, Barcelona, 2001.

Revista SUMA+, Numero 125, Buenos Aires, Noviembre 2012.

Revista SUMA+, Numero 137, Buenos Aires, Agosto 2014.

Revista AU, Numero 252, São Paulo, Janeiro 2016.






miércoles, 2 de marzo de 2016

Arquitetura contemporânea do Chile.

Arquitetura contemporânea do Chile.
Jorge Villavisencio.

A República do Chile está situada no extremo sul da América, uma faixa bastante estreita limitada pela cordilheira dos Andes. Mais banhada pelo Oceano Pacifico algo mais de 6.400 km. de extensão. Mais seu clima de maneira global é bastante diversificada, apresar de existir uma faixa importante de agua provocada pela geleira dos Andes, mais tem desertos muito consideráveis como do Atacama, onde a sequidade é uma das mais altas do mundo.

F.01 – Termas Geométricas, Parque Nacional de Villarica, Cautin (2003) de German del Sol
Fonte: Guy Wenborne do livro de Luis Fernández-Galiano (2010)

Chile supera os 17 milhões de habitantes, com uma área de 756.950 km2. Apesar de ser uma região bastante limitada pelo seu próprio clima, sua extensão e população reduzida em comparação com o Brasil, tem uma renda per capita que supera os 23 mil dólares. A base de uma produção e exportação de mineiro do cobre, assim como diferentes qualidades de suas frutas e uma diversidade de vinhos que são conhecidos no mundo todo. Pensamos que desta forma temos dado um panorama da República do Chile.

F.02 – Casa para as onze mulheres, Zapallar (2004) de Mathias Klotz
Fonte: Cristián Undurraga do livro de Luis Fernández-Galiano (2010)

Recentemente foi nomeado o arquiteto Alejandro Aravena com o importante premio Pritzker 2016. Aravena realiza seus estudos na PUC do Chile, mais alcança seus posgrados na Academia de Belas Artes em Veneza. Também foi professor convidado na Universidade de Harvard, Universidade da Cataluña, assim como consultor do BID. Além-claro de ser convidado como único arquiteto latino-americano membro do júri que outorga o premio Pritzker, função que desempenho desde o ano de 2009 até 2015. No ano de 2001 funda o escritório de arquitetura quem é Diretor Executivo da Elemental S.A. Dentro de seu escritório trabalham outros arquitetos Gonzalo Arteaga, Diego Torres, Víctor Oddó y Juan Ignacio Cerda entre outros.

F.03 – Planta de Agua Mineral Aouni, Punta Arenas (2008) de Bebin & Saxon – arquitetos
Fonte: Livro de Luis Fernández-Galiano (2010)

A quantidade obras de Alejandro Aravena não são um tanto extensas, mais com a qualidade dignas de serem investigados, aqui alguns de seus projetos: Faculdade de Matemáticas da Universidade Católica de Chile, Colégio Huelquén Montessori, Vivendas social Quinta Monroy na cidade de Iquique (ver F.06 e F.07), as Torres Siamesas da Universidade Católica de Chile (ver F.10), Residência para a Universidade St. Edwards, Austin, Texas nos Estados Unidos, Vivendas e Centro Comunitário em Temuco, Projeto de reconstrução de edifícios públicos da cidade de Concepción, Vivendas social em Monterrey no México, Conjunto de Vivendas e Centro Comunitário Lo Barnechea, Escola Aurélia Rojas Burgos, La Pintana, o Centro de Inovação Anacleto Angelini, o Campus San Joaquín, Universidade Católica de Chile, na capital Santiago de Chile, a Faculdade de Medicina da UC, e por ultimo o Parque Perímetro Urbano em Calama no Chile este em construção desde 2016.

F.04 – Bodega/Industria Olisur, San Jose de Michingüe (2008) de Hevia
Fonte: Livro de Luis Fernández-Galiano (2010)

Gostaria de fazer algumas colocações sobre o arquiteto Alejandro Aravena, claro ele como a principal cabeça pensante da equipe que ele dirige, mais temos que entender, que hoje os escritórios de arquitetura contemporâneos não se fazem sozinhos, é o grupo de pessoas que dignificam sua arte, mais a escolha destas pessoas são da inteira confiança (assim penso) do próprio Aravena. Além-claro da humildade que caracteriza estes renomados arquitetos com tão só 48 anos de idade.

F.05 – Museu da Memoria, Santiago de Chile (2010) do Estudo América - Carlos Dias, Lucas Fehr e Mario Figueroa (arquitetos do Brasil)
Fonte: Livro de Luis Fernández-Galiano (2010)

Mais gostaria num futuro próximo fazer uma pesquisa mais profunda sobre o notável arquiteto chileno, não é a toa que se outorga o Pritzker 2016, para nós que somos do continente Americano, em especial da América do Sul, ter um profissional arquiteto e urbanista com o mais alto destaque internacional, penso que de alguma forma “o mundo está nos observando”, apesar das nossas dificuldades que são uma caraterística nesta parte do continente, assim aconteceu quando forem nomeados ao Pritzker aqui no Brasil os arquitetos Oscar Niemeyer e Paulo Mendes da Rocha.

F.06 – Vivendas Sociais - Quinta Monroy, Iquique (2003-2004) de Alejandro Aravena – 1° etapa
Fonte: Livro de Luis Fernández-Galiano (2010)

F.07 – Vivendas Sociais - Quinta Monroy, Iquique (2003-2004) de Alejandro Aravena – 2° etapa
Fonte: Livro de Luis Fernández-Galiano (2010)

Sem duvida a arquitetura do Chile, se tem destacado nestes últimos tempos com escritórios de arquitetura como do Coz, Polidura e Volante – arquitetos, do arquiteto Smijan Radic, do arquiteto German del Sol, de Mathias Klotz, de Sebastian Irrázaval, de Bebin & Saxton – arquitetos, do arquiteto Hevia, do arquiteto José Cruz, é claro do próprio Alejandro Aravena entre outros.

Para a apresentação deste escrito temos nos preocupado em presentar alguma imagens de suas obras, muitas delas extraídas do livro a quem damos os créditos e que faz parte da nossa bibliografia do Atlas de Arquitecturas del siglo XXI – América do arquiteto, historiador e pesquisador Luís Fernández-Galiano editado pelo BBVA do ano de 2010.

Para Fernando Pérez Oyarzun, um dos fatos de ter progresso a arquitetura do Chile (é seus representantes arquitetos chilenos) foi levar a seus arquitetos a diferentes partes do mundo como China, Alemanha, Estados Unidos, Suíça, Argentina entre outros principalmente com trabalhos de Mathias Klotz, Alejandro Aravena, José Cruz e Sebastian Irrázaval.

Pensamos que a difusão dos seus trabalhos com uma qualidade tectônica, nos referimos não só ao lado formal e funcional, mais uma preocupação constante com escolha dos materiais e a técnica aplicada nos seus projetos. Sem duvida hoje em dia com a velocidade das redes sociais e de informação (internet) se torna uma ferramenta importante para a difusão e conhecimentos dos trabalhos.

Por isso ao dizer “A arquitetura corresponde a exigências de natureza tão diferentes que descrever adequadamente o seu desenvolvimento significa entender sua própria historia...” (Zevi, 2000:53)
Consideramos conhecer o porquê destas novas formas arquitetônicas faz sentido sé conhecemos a própria historia do lugar como menciona Zevi.

F.08 – Museu no deserto de Atacama, Antofagasta (2009) de Coz, Polidura e Volante - arquitetos
Fonte: Livro de Luis Fernández-Galiano (2010)

No caso da arquitetura chilena o primer conhecimento sé dá através “... de sua importante atividade teórica...que não se limita a propor soluções ou problemas locais, mais que participam numa discussão teórica mais geral.”(Pérez, 2010:270), e claro, de seus questionamentos sobre a arquitetura que não se oferece só no Chile mais em outras partes do mundo. Como indicamos anteriormente uma difusão das NTIC em forma tectônica e teórica, através de textos críticos e imagens facilitam que nos poderia levar a novas propostas.

Vejamos “… um novo aprender, uma restauração na formação do professor, que se depara como uma gama imensurável de informações...assim como as contingencias políticas e a arquitetura do conhecimento.” (da Silva, 2006:VII). Não queremos entrar em cheio com está questão educacional da arquitetura, mais sim devemos dizer que devem existir certas politicas educacionais em conhecer através de suas escolas e da aplicação das novas tecnologias da informação e comunicação – NTIC, assunto demais contemporâneo que na realidade está cada mais presente no cotidiano de todas as pessoas. É claro, também das diferentes bienais, exposições, publicações que se materializam em projetos de esmerada qualidade, além das diferentes viagens que todos os arquitetos devemos fazer, desta forma nos inspiram estes projetos.

O intercambio com Espanha com a Escola de Arquitetura de Valparaiso abre certas portas para uma nova realidade da arquitetura, consideramos que escolas de arquitetura que procuram novos mecanismos de intercambio e conhecimento, além-claro, do interesse do corpo docente e dissente, faz que se crie uma nova cultura arquitetônica, como sucede na Colômbia com a FAU da Universidade dos Andes, ou da FAUA da Universidade Nacional de Engenheira no Perú, e aqui no Brasil com a FAU da Universidade de São Paulo – USP, que formam arquitetos e urbanistas que tem diferentes olhares do que é a arquitetura contemporânea.

Vale a pena dizer que “O paisagem e contexto urbano – Que na realidade a paisagem e força da natureza são no Chile o mais de significativo que a oferta cultural que há constituído uma convicção relativamente difundida.” (Pérez, 2010:271).
Sem lugar a duvidas, o espaço da paisagem gera certa comoção do próprio intelecto, e provoca a toma de decisões do partido arquitetônico, apresentar soluções das diversas condicionantes que tem que ser solucionadas, o contexto da própria paisagem se considera que está mais presente em uma arquitetura contemporânea, o vinculo com está realidade de “dialogo” com a natureza, como se indica “...uma das equipes que tem se aplicado em desenvolvimento a relação entre a arquitetura, experimentação artística e ecológica e composta pelo arquitetos Elisabeth Diller e Ricardo Scoficio” (Montaner, 2012:165).

F.09 – Casa de Cobre 2, Talca (2005) de Smijan Radic
Fonte: Livro de Luis Fernández-Galiano (2010)

Alguns projetos do Chile tem logrado certa eficiência com o dialogo mais profundo com a natureza e sua própria paisagem, a proposta arquitetônica na sua concepção, como é o caso do arquiteto German del Sol na sua obra das Termas Geométricas no Parque Nacional de Villarica (ver F.01), do projeto de Bebin & Saxon da Planta de Aguas em Punta Arenas (ver F.03), assim como do excelente projeto de Coz, Polidura e Volante no Museu do Deserto de Atacama em Antofagasta no Chile. (ver F.08).

Pensamos que a arquitetura do Chile não tem medo de “experimentar e inovar”, isto já está no habito tectônico do dia a dia, estas ultimas gerações tem mostrado isso, a quantidade de arquitetos e escritórios de arquitetura tem produções de alta qualidade que pode ser comparado em outros continentes. Existe uma vontade dos últimos governos de gestão nas qualidades que tem a arquitetura. As empresas chilenas se têm esmerado em motivar a seus profissionais da arquitetura em personalizar sua imagem através de sua arte. As demandas sociais são atendidas com uma qualidade esmerada, como é o caso das vivendas sociais de Alejandro Aravena (ver F.06 e F.07), assim como de um profundo respeito com a paisagem e a natureza, assunto que temos abordado com intensidade.

Para terminar gostaria incluir está referencia/citação e dizer: “... a arquitetura deixará de ter um luxo reservado alguns, para contribuir com as maiorias. O desafio compromete aos profissionais e suas escolas – que devem fazer um esforço especial para atender ditas demandas na formação de estudantes – mais também as instituições sociais e a sociedade no seu conjunto, que precisam compreender com mais claridade do que a arquitetura e capaz de oferecer.” (Pérez, 2010:279).

F.10 – Torres Gêmeas – PUC-Chile, Santiago de Chile (2003) de Alejandro Aravena
Fonte: Site Archdialy, novembro de 2011

Foi difícil, ao mesmo um reto pra nos, poder explicar de maneira concisa do que é a arquitetura do Chile, não temos utilizado nenhum tipo de sensacionalismo da arquitetura contemporânea neste país, mais tenho convicção que ainda poderia ter abordado mais assuntos, talvez numa próxima vez. Agradecemos de maneira especial a Fernando Pérez Oyarzum no seu belo texto “La excelencia en el limite” publicado na referencia do livro de Luis Fernández-Galiano no seus textos assim como de suas imagens.

Goiânia, 2 de março de 2016.
Arq. MSc. Jorge Villavisencio.


Bibliografia

ZEVI, Bruno; Saber ver a arquitetura, Ed. Martins Fontes, São Paulo, 2009.

MONTANER, Josep Maria; A modernidade superada: Ensaios sobre a arquitetura contemporânea, Editora Gustavo Gili, São Paulo, 2012.

FERNÁNDEZ-GALIANO, Luis (coordinador); Atlas del siglo XXI – América, Ed. Fundación BBVA, Bilbao, 2010.

DA SILVA, Glaucia; DA PIRIFICACAO, Ivonélia; Educação e novas tecnologias: um re-pensar, Ed. Ibpex, Curitiba, 2006.