sábado, 2 de julio de 2016

Montaner e sua condição contemporânea da arquitetura.

Montaner e sua condição contemporânea da arquitetura.
Jorge Villavisencio.

No mês de abril de 2016, foi publicado no Brasil o tão esperado livro de Josep Maria Montaner: “A condição contemporânea da arquitetura”, Editado pela Editora Gustavo Gili, na cidade de São Paulo, 2016. A tradução do livro fica a cargo de Alexandre Salvaterra. O livro contém nove capítulos.

Para nós que interessa saber sobre a arte da arquitetura (parafraseando a Neufert), os escritos de Montaner em especial suas criticas, penso que faz muito sentido, além-claro de seu poder de visão de síntese com os dados e críticas de diversos projetos de arquitetura e de suas cidades, uma espécie de historia da arquitetura moderna e contemporânea.

MONTANER, Josep Maria; A condição contemporânea da arquitetura, Editora Gustavo Gili,São Paulo, 2016.

Montaner não tinha escrito ultimamente, seu último livro de 1997 e atualizado em 2012. “A modernidade Superada: Ensaios sobre a arquitetura contemporânea” da Gustavo Gili Editora. Foi Editada em São Paulo, 2012, e sua tradução ficou a cargo Alicia Duarte Penna.
Penso que no livro A modernidade superada deixa no final do último capitulo “A beleza das arquiteturas ecológicas”, assim permitindo um gostinho em querer saber mais sobre este assunto, tanto assim que Montaner faz referencia ao novo livro que é a continuação do mesmo. Também investigamos neste ultimo livro no capitulo final Arquiteturas do Meio Ambiente, ele expõe o que seriam as “Arquiteturas bioclimáticas, ecológicas, sustentáveis e holísticas”. Que a nossa maneira de ver são este tipo de arquiteturas irão nortear o futuro de fazer edificações e cidades, assunto que abordaremos mais na frente.

No primeiro capitulo “A continuidade do racionalismo e dos princípios modernistas” aborda as evoluções da arquitetura high-tech, o surgimento do minimalismo, a atualidade do Open Building e os suportes de N. John Habranken, Lacaton e Vassal; economia e conveniência do século XXI, arquitetura comercial e metarracionalista e por ultimo a arquitetura digital: cidade global e cidade inteligente. Neste ultima parte faz uma analise do que defendia Mitchell e Eisenman “... na qual as geometrias complexas e sinuosas, criadas no mundo virtual do monitor, sugerem uma pretensa liberação das formas e dos espaços mediante uma arquitetura de redes e correntes, fluidas e transparentes, liquidas e dinâmicas...” (Montaner, 2016:22).

O segundo capitulo “A aceitação do organicismo” aproxima da continuidade do universo de Enric Miralles, Frank O. Gehry: o museu Guggenheim de Bilbao, organicismos contemporâneos, que nesta parte indica “... alguns exemplos de arquitetura contemporânea, que vão desde as formas mais artesanais e serenas de Clorindo Testa ou de Josep Llinas aos experimentos futuristas, dinâmicos e digitais de Dennis Dollens , NOX ou FODA, passando pela herança de Archigram ou de Future Systems.” (Montaner, 2016:35).

Já no capitulo terceiro “Cultura, tipologia e memoria urbana: monumentalidade e domesticidade” fazem a analise a Rafael Moneo: texto, contexto e discípulos, Manuel Solá-Morais: a habitação urbana, Álvaro Siza no seu excelente projeto do Museu Iberê Camargo na cidade de Porto Alegre. A urbanidade das arquitetas vienenses, arquiteturas urbanas, arquiteturas da domesticidade e por ultimo o resgate do valor da arquitetura artesanal.

No quinto capitulo “Arquitetura e Fenomenologia” faz um reconto do realismo e brutalismo, Steven Hall: espaços e percepção, Glenn Marcutt: integração ao meio, Peter Zumthor: a matéria na paisagem, Mauricio Rocha: formas e texturas para os sentidos, Diller Scofidio: o corpo e ação, Williams Tsien: lentidão.

E no sexto capitulo que trata da “Fragmentação caos e iconicidade” aborda o novo pragmatismo, Bernard Tschumi: o Museu de Acrópole, Rem Koolhaas/OMA: a biblioteca pública de Seattle, a escola holandesa contemporânea: MVRDV, Big: a iconicidade da arquitetura, Zaha Hadid: tipologias para o futuro e termina o capitulo com as diversas arquiteturas da complexidade.

No sétimo capitulo “Digramas e Energia” analisa a SANAA: teoria e prática dos diagramas, Junya Ishigami: arquitetura liquida para a ação, os ideogramas de RCR arquitetos, Atelie UM Studio: diagrama em quatro dimensões, e a evolução dos diagramas.

No penúltimo do oitavo capitulo que trata “da crítica radical aos grupos: arquiteturas da informalidade”, observa a busca de novos modos de ensino da arquitetura, arquitetura e arte, arquitetura para prever e melhorar o urbanismo informal, os herdeiros de Cedric Price na América Latina, arquiteturas coletivas e por ultimo moradias com participação.

No ultimo e nono capitulo que trata das “Arquiteturas do meio ambiente”, como tínhamos mencionado no início deste texto, da importância da contemporaneidade em poder conseguir que neste tema que servem para pessoas comuns e professionais interessados ou pesquisadores, tentamos procurar certa felicidade como indica Smuts, através do nosso comportamento e atitude com relação ao meio ambiente, poder fazer melhor é muito bom, isto nos faz além de corretos com os outros, com o povo, com a sociedade de maneira geral, onde podemos sim criar um mundo melhor, e não só pensar no poder capitalista que merma nossos sentimentos e atitudes.

Goiânia, 3 de julho de 2016.

Arq. MSc. Jorge Villavisencio.


miércoles, 1 de junio de 2016

High-Tech – uma arquitetura ainda contemporânea.

High-Tech – uma arquitetura ainda contemporânea.
Jorge Villavisencio.

Si bem e certo a arquitetura de tendência High-Tech vem da época da arquitetura moderna e do pós-modernismo, deixo um rastro indelével nos dias atuais. Como sabemos a obra do Centro Pompidou (Centre national d'art et de culture Georges-Pompidou 1972-1977) na parceria ítalo-britânica dos arquitetos Renzo Piano (1937-) e de Richard Rogers (1933-) também ele parceiro de Norman Foster (1935-), marcou seu tempo, pensamos que hoje o resgate desta historia poderia torna-se relevante, que é a intenção deste ensaio.

F.01 - Centro Pompidou (1972-1977) – Renzo Piano e Richard Roger – vista externa.
Fonte: archdaily/Brasil.

Uma das caraterística relevantes na arquitetura High-Tech é “A honestidade dos materiais das fachadas é uma qualidade reconhecível da arquitetura high-tech” (Danison, 2014:116).

Este assunto da tecnologia e o uso “correto” dos materiais torna-se hoje um ponto fundamental para a criação de espaços edificados com conotações que vão além, seria uma espécie expressão de desejo em mostrar sua própria estrutura – uma vestimenta revelada na sua ossatura.

Nestes últimos tempos a velocidade das novas tecnologias tectônicas tem tomado incremento, e consideramos que para projetar com esmerada qualidade temos que ter conhecimento do aparecimento no uso destes instrumentos, mais nossas pesquisas devem também fomentar o uso destes, assim poderemos aplicar nas formas projetuais que colaboram em uma visualização que poderia torna-se mais harmoniosa com nossos tempos. O uso de “vidro e do metal”.

F.02 - Centro Pompidou (1972-1977) – Renzo Piano e Richard Roger – corte.
Fonte: Kenneth Frampton

Mais não poderíamos confundir em uma exacerbada utilização desta nova tecnologia, isto é uma parte das maneiras projetuais (processo criativo e do partido) de fazer arquitetura, e claro, nos sabemos que existem outra formas de fazer e criar, a “materialidade” das produções que é uma das estratégias, assim com um analise consciente de todas as “condicionantes” que se devem agregar a nossa vivencia projetual.

Existe também um processo de visão com o é a industrialização, como sabemos a construção em massa diminui os custos, assim como o não desperdício que visa certa sustentabilidade, nas maneiras de construir edificações. Estes produtos padronizados que podem na sua maioria ser produzidos em fabricas, para depois ser montados no canteiro de obra.

Também, “... uma das caraterísticas da arquitetura High-Tech é a flexibilidade de uso (e situação espacial). Isto significa a ênfase recai sobre a funcionalidade do espaço, e não sobre as vantagens sociais ou artísticas da obra...” (Danison, 2014:116).

F.03 - Edifício Swiss Re - 30 Saint Mary Axe em Londres (1999-2004) – Norman Foster.
Fonte: The Guardian

Temos reparado que uma das caraterística das edificações contemporâneas é visão de “flexibilidade”, ate pelas mudanças constantes nos usos de seu “espaço-estrutura-função”, o que poderíamos definir como – como uma função que vai evoluindo com o tempo, afirmando com o passar do tempo-espaço uma contemporaneidade que se está presente nos seus edifícios. O imaginário destes edifícios logra uma percepção diferente dos outros como se indica “As experiências visuais são resultantes qualitativamente diferentes de aquelas recebidas quando se observa um modelo...” (Arnheim, 2001:1001).

Outra condição importante da arquitetura High-Tech e a “leveza” dos materiais empregados na obra, pareceria um quebra-cabeças de diferentes elementos que são conjugados em essa tão esperada condição de “unidade espacial” na edificação, “Do ponto de vista tecnológico, essa arquitetura leve, desmontável,, só se tornou possível na década de 1970, por exemplo o Centro Pompidou (1972-1977), de Renzo Piano e Richard Rogers, em Paris” (Montaner {1}, 2012:148). (ver imagem F.01 e F.02)

F.04 - Eden Cornualha (2002) – Norman Foster.
Fonte: Gigantes do Mundo.

A vida urbana das cidades está cambiando e dá passo a outros olhares, significado usos e padrões diferenciados, com é o caso da obra do Centro Pompidou – “...a própria evolução do material da arquitetura e a mudança rápida nos modos do uso do espaço, junto com as leis inexoráveis do consumo e a contínua transformação das cidades...” (Montaner {1}, 2012:152).

A popularidade destes edifícios (Pompidou) como o indica Frampton “quanto tudo o mais”, consideramos que os edifícios culturais a arte é mediador da cultura e deve estabelecer seus objetivos em função ao meio, não é uma tarefa fácil de levar, por quanto pode ser um fracasso total, o lugar onde será implantado o edifício, na minha maneira de ver, tem que ter uma “memoria urbana”, algo acontecido no passado, voltado a seu futuro.

F.05 - Museu Guggenheim de Bilbao (1992) – Frank Gehry.
Fonte: Portfolio do Museu Guggenheim.

Mais também pode criar em contraposição outros olhares urbanos - “O fato adicional de que a escala do edifício (Pompidou) é bem diferente a seu contexto urbano e de que ele é incapaz de se representar seu status enquanto a instituição é coerente com a posição ideológica da qual provém, uma vez que tais preocupações sempre foram alheias à escola inglesa de design Dymaxion” (Frampton, 2008:347).

Em contrapartida poderemos pensar diferente que Frampton, os edifícios culturais, são como indique diferenciados, “... nos centros de cultura o espaço que se reserva a convivência deverá entender-se a todas as áreas, sendo um estimulo das relações interpessoais” (Milanesi, 2003). Entendemos isto, porque raramente os edifícios culturais não são aceitos pela sociedade, mais bem pensamos que com o passar do tempo vão adquirindo memoria urbana, seja esta só local ou a escala de cidade. Agora pode ser que o edifício Pompidou, não atenda as necessidades atuais, por quanto tem uma quantidade de visitantes na atualidade supera os 20,000 ao dia, é claro, o edifício não suporta essa quantidade de gente. Mais isto não novidade aconteceu no Museu do Prado entre outros, pensamos que o importante que guarde (na ampliação) uma coerência espacial, tal qual ele foi pensado com tecnologia da arquitetura High-Tech.

F.06 - Fundação Louis Vuitton (2006-2014) – Frank Gehry.
Fonte: Portfolio Louis Vuitton.

Um dos arquitetos mais proeminentes da arquitetura High-Tech é Norman Foster, com seu arranha-céu como é o Edifício Swiss Re – hoje 30 Saint Mary Axe em Londres (1999-2004), um edifício em planta de circulo, mais de forma cônica e cilíndrica. Indica-se “... que é uma boa resposta a ação dos ventos e dos significados em termos de sustentabilidade” (Montaner {2}, 2016:14). (ver imagem F.03)

Renzo Piano cria uma aliança entre a natureza e a tecnologia como na obra do Eden Cornualha (2002), que em forma de cúpula com uma estrutura muito leve em aço (ver imagem F.04) cuja função é de uma grande estufa.

Outro arquiteto que utiliza tecnologia em seus edifícios é Frank Gehry, com formas experimentais, mais com uma nova adequação de um sentimento de arritmia espacial, exemplo claro do Museu Guggenheim de Bilbao (1992), (ver imagem F.05), como se explica “... exploração sistêmica de formas gestuais, orgânicas e oníricas que surgem do impulso criativo do subconsciente...” (Montaner {2}, 2016:32).
Também Gehry experimenta novas formas (talvez sem muito sucesso) como é a obra da Fundação Louis Vuitton (2006-2014) em Paris, (ver imagem F.06) “... na qual continua com seu maneirismo em suas formas externas ainda mais arbitrarias...” (Montaner {2}, 2016:34). Mais devemos dizer que, ambas as obras de Gehry no seu interior são de função com certa normalidade a esta tipologia de projetos.

F.07 - Povo da Kunsthaus Graz (2003) – Peter Cook e Colin Fournier.
Fonte: Blog do Dimitri.

“Uma das vertentes mais elaboradas e sofisticadas da arquitetura High-Tech tem perdurado das formas orgânicas dos bulbos. Coroando as proposta do Grupo britânico ARCHIGRAN na década de 1960, Peter Cook (1936-), um dos antigos membros, projetou junto com Colin Fournier, o simpático alienígena ou povo da Kunsthaus Graz, 2003.” (Montaner {2}, 2016:36). (ver imagem F.07). Concordamos em parte com Montaner, mais as formas orgânicas da arquitetura High-Tech é uma parte desta tipologia projetual, mais pode ser aplicada espacialmente nas diversas tipologias da arquitetura contemporânea.

Para terminar, gostaria de deixar de forma clara, que a tecnologia, a natureza e a sustentabilidade podem sim caminhar de mãos juntas, complementando-se uma com a outra, penso que a contemporaneidade exige por estes rumos projetuais, por isso temos preparado o presente ensaio cujo titulo é “High-Tech – uma arquitetura ainda contemporânea”. Experimentar uma nova materialidade faz parte do processo criativo da arquitetura.

Goiânia, 1 de junho de 2016.
Arq. MSc. Jorge Villavisencio.



Bibliografia

MONTANER, Josep; A modernidade Superada: Ensaios sobre arquitetura contemporânea {1997}, Editora Gustavo Gili, São Paulo, 2012. {1}

MONTANER, Josep; A condição contemporânea da arquitetura, Editora Gustavo Gili, São Paulo, 2016. {2}

FRAMPTON, Kenneth; Arquitetura Moderna {1997}, Editora Martins Fontes, São Paulo, 2008.

ARNHEIM, Rudolf; La Forma visual de la arquitectura, Editora Gustavo Gili, Barcelona, 2001.

DENISON, Edward; Arquitetura: 50 conceitos e estilos fundamentais explicados de forma clara e rápida, Editora Publifolha, São Paulo, 2014.

MILANESI, Luís; A Casa da Invenção, Editora Ateliê, Cotia, São Paulo, 2003.



martes, 24 de mayo de 2016

As arquiteturas contemporâneas: ecológicas, bioclimáticas, holísticas e sustentáveis.

As arquiteturas contemporâneas: ecológicas, bioclimáticas, holísticas e sustentáveis.
Jorge Villavisencio.

Não temos duvida que a percepção contemporânea sobre o meio ambiente tem tomado mais incremento nestes últimos tempos. Razão pela qual a defesa da “natureza” no sentido amplo da palavra cria circunstancia que devem ser revistas seus conceitos, de como devemos ver para o futuro melhor, entendemos que o futuro é hoje, pelo tanto, é ate uma obrigação para a arquitetura e o urbanismo manifestar-se sobre estes temas, que visam qualidade das cidades e seus edifícios.

No recente libro de Montaner “A condição contemporânea da arquitetura”, publicado em Abril de 2016, São Paulo, pela Editora Gustavo Gili (versão em português) define estes assuntos consideramos fazer-lhes a conhecer, assim de fazer algumas reflexões próprias, de como a gente percebe estes conceitos de Montaner. Mais devemos dizer que: Josep Maria Montaner, é um arquiteto, historiador e pesquisador que tem se esmerado em colocar alguns assuntos relacionado com as cidades e seus edifícios de forma clara e concisa. Por isso temos tomado suas referentes e colocações sobre este assunto que é de importantíssima (assim penso) necessidade para que este futuro se torne melhor. Não ter percepção clara sobre este assunto torna a arquitetura e o urbanismo pobre e deficiente, e claro não queremos isso, não é.

Mais este assunto sobre o problema ambiental, não é de agora, porque para projetar as cidades e seus edifícios de forma eficiente devemos analisar todas as “condicionantes” como é a topografia, incidência solar, posição dos ventos, etc. Mais si nos remontamos desde os primeiros escritos sobre a arquitetura deste Vitruvio (século I d.C.) no seu Tratado – nos Dez Livros de Vitruvio, vemos que ele aborda vários destes condicionantes, então a arquitetura sempre esteve presente no seu analise projetual.

Para Montaner estes experimentos se iniciam (claro baixo uma visão contemporânea) a meados do século XX em que gerações de arquiteturas sustentáveis e ecológicas, onde os coloca como “pitorescos” que na realidade são os primeiros protótipos experimentais, que se inicia nos anos de 1970. Posteriormente nos anos de 1990 são chamados de “ecotech” que é a junção da arquitetura ecológica e da tecnologia.

“Hoje poderíamos dizer que, de maneira geral e indo com leveza e de boa relação com o meio ambiente que tinham os primeiros exemplos emblemáticos, a arquitetura moderna que acabou na década de 1960...” (Montaner 2016:112)

Sem lugar a duvida a boa relação com meio ambiente se torna fundamental, como se coloca uma arquitetura versátil e resiliente, de acordo com o meio ambiente e que, para ser sustentável, que se renova. A renovação na arquitetura é uma constante cada vez aparecem novas formas de projetar, mais ainda com o aparecimento constante da tecnologia construtiva que muda e reconfigura um aporte inestimável para a arquitetura.

Para definir os conceitos de que coloca Montaner, temos os que relacionam com a arquitetura com o meio ambiente, como é o caso da arquitetura “bioclimáticas – que é aquela tradicionalmente construía com os materiais do local e se integrava com seu entorno imediato, inspirado na arquitetura vernacular.” (Montaner, 2016:113)

Os usos dos materiais adequados resultam na caracterização de uma boa arquitetura, por que amenizam o desconforto dos seus edifícios, mais não poderíamos dizer que solucionam todos os problemas, exemplo claro do uso excessivo de energia para climatizar os edifícios, hoje em dia a arquitetura penso que não só procura o conforto dos espaços de seus edifícios, mais também procura o “menos consumo de energia”. Esta ciência ecologia foi fundada pelos cientistas Ernst Haeckel e Charles Darwin no século XIX.

“O conceito de sustentabilidade é bastante recente e foi definido em 1987 pela Comissão Mundial do Meio Ambiente e do Desenvolvimento no relatório Nosso Futuro Comum.” (Montaner, 2016:113)

Esta relação para “atender o não comprometimento das gerações futuras” foi muito abordado neste Blog: arquitecturavillavisencio, em vários textos/ensaios em especial como o indica Montaner na Cúpula da Terra do Rio de Janeiro em 1992, na Agenda 21 (ver a publicação do dia 5 de agosto de 2012 – link na bibliografia). Montaner indica que os pesquisadores Mathis Wackernagel e William Rees estabelece vários critérios para medir a “pegada ecológica”.

“A holística, definido pelo politico, militar, naturalista e filósofo sul-africano Jan C. Smuts (1887-1950) em seu livro Holism and Evolution que refere-se a uma concepção que busca a integração de todos os fatores ecológicos, físicos, emocionais, e mentais inclusive os não visíveis, como a saúde, a liberdade, os sentimentos ou a felicidade.” (Montaner, 2016:113)

Para as pessoas comuns e professionais interessados ou pesquisadores, tentamos procurar certa felicidade como indica Smuts, através do nosso comportamento e atitude com relação ao meio ambiente, poder fazer melhor é muito bom, isto nos faz além de corretos com os outros, com o povo, com a sociedade de maneira geral, onde podemos sim criar um mundo melhor, e não só pensar no poder capitalista que merma nossos sentimentos e atitudes.

Penso, que podíamos abordar muito mais assuntos neste apaixonante tema sobre o meio ambiente, entendemos que não são muitas pessoas que gostam deste tema, mais estamos seguros que num espaço de tempo não muito longo a “consciência” das pessoas tomarão mais incremento – porque duvidamos que as pessoas, as cidades, seus edifícios não procurem a melhorias com qualidade de vida, que nos permita procurar o ser hedonista.

Goiânia, 24 de maio de 2016.
Arq. MSc. Jorge Villavisencio.


Bibliografia

MONTANER, Josep Maria; A condição contemporânea da arquitetura, Editora Gustavo Gili, São Paulo, 2016.

FLOCKER, Michael; Manual do hedonista: dominando a esquecida arte do prazer, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2007.

http://jvillavisencio.blogspot.com.br/2012/08/rio20-na-busca-de-novas-perspectivas.html








martes, 26 de abril de 2016

A beleza exterior e a forma abstrata segundo Georg Friedrich Hegel.

A beleza exterior e a forma abstrata segundo Georg Friedrich Hegel.
Jorge Villavisencio.

Georg Wilhelm Friedrich Hegel nasce na Alemanha, na cidade de Stuttgart no ano de 1770, cidade do reino de Wurtemberg. Estuda filosofia e teologia no seminário protestante de Tübingen, onde tem amizade com o filosofo Friedrich Joseph Schelling e do poeta Friedrich Hölderlin. Entre os anos de 1796 e 1800 trabalha como preceptor em Frankfurt , mais em 1801 em Jena – lugar de concentração de vários intelectuais da Alemanha é de uma cidade muito perto de Weimar de Goethe, onde optem seu primeiro trabalho de professor universitário.

Forem vários textos e livros editados por Hegel, como da Fenomenologia do Espirito, e Ciência da Logica no ano 1816. Também colabora na obra da Enciclopédia das ciências filosóficas. E no ano de 1821 escreve o livro A filosofia do direito. Morre na cidade de Berlim em novembro de 1831.

Considero que vários de seus escritos por Hegel são importantes não só para a filosofia pura, mais também para a arquitetura. Sem duvida a arquitetura tem vários referentes na arte de projetar. Um dos maiores e importantes livros sobre este tema da relação com a estética e a arquitetura no seu livro “Lições sobre a Estética” que corresponde a varias palestras que realizo em Berlim entre os anos 1828 e 1829, o livro foi publicado após sua morte.

Devemos dizer que o livro “Lições sobre a Estética” faz referencia sobre “A beleza exterior e a forma abstrata”, onde consideramos importante fazer algumas reflexões, porque é de direito da arquitetura criar a “forma”, e através do espaço-tempo temos muito interesse (assim penso) porque se produz essa forma?, de onde vem seus referentes?, que faz para que o arquiteto crie a forma desta maneira?. Talvez Hegel tenha algumas respostas, intuito da nossa pesquisa e do nosso ensaio que temos titulado “A beleza exterior e a forma abstrata segundo Georg Friedrich Hegel”.

F.1 – Museu do Amanha (2015), Rio de janeiro – Santiago Calatrava – vista exterior.
Fonte: Revista AU – No. 262.

Para começar Hegel explica que a beleza da forma está relacionada com três aspectos: a primeira com a regularidade, a segunda com a simetria de conformidade a uma Lei (Gesetzmässigkeit) e por ultimo a terceira com a harmonia. Abordaremos cada uma delas no nosso ensaio.

A primeira com a REGULARIDADE, “...que em geral consiste em uma forma igual o de repetição de uma forma única, sempre a mesma” (Hegel, 2003:57)

A causa de sua forma simples e abstrata, tal unidade e do que mais fica afastada da verdadeira unidade, é se concretiza o que segundo Hegel diz “sobre a faculdade superior do espírito e da razão” (Vernunft).

F.2 – Museu do Amanha (2015), Rio de janeiro – Santiago Calatrava – vista exterior.
Fonte: Revista AU – No. 262.

A beleza dessa forma pertence à razão abstrata e lógica. A reta e a mais regular das linhas, porque sua direção e sempre semelhante à mesma. O cubo de igual modo é um corpo inteiramente regular. As linhas, as superfícies, os ângulos são iguais.

A regularidade se une a simetria, com uma forma mais avançada. Em ela a igualdade se soma a desigualdade, em uma identidade mais pura e simples, é aparece à diferença que a rompe. Desta forma se cria a simetria. Esta consiste que não tenha repetição igual a si mesma, mais bem uma combinação de essa forma da mesma espécie, igual a ela, e a mesma simetria entra também no tamanho, a posição, a cor, o som com outras propriedades, mais sempre deve conhecera-la em ela da sua semelhança da forma.

F.3 – Casa Bitxo (2002-2013), Barcelona – Lagula Arquitectes – vista exterior.
Fonte: Revista SUMA+ – No. 237.

A segunda com a SIMETRIA de conformidade a uma Lei (Gesetzmässigkeit), está “se distingue das formas precedentes” (Hegel, 2003:60)
Marca um grau mais alto e serve para a transição a liberdade de um ser vivo. Ainda não é uma unidade subjetiva a liberdade da mesma. Mais é um conjunto de elementos que se distinguem em um só. Diferenças e oposições, mais com um acordo “real e profundo”. Desde já vislumbrar uma relação de qualidade entre os termos distintos: “não só a repetição pura e simples de uma forma idêntica nem de uma combinação igual, ao que é desigual, alternando de modo uniforme mais em concordância de elementos essencialmente diferentes” (Hegel, 2003:60).

Mais a “descrição nos lembra de que o visitante no só experimenta a uma sequencia de vistas, mais bem uma constante transformação gradual que ela é criada pela mesma perspectiva e iluminação de cada superfície ou constelação de elementos... o arquiteto tem contribuído a traduzir o movimento puramente físico do visitante que ele é correspondido” (Arnheim, 2001:124).

F.4 – Casa Bitxo (2002-2013), Barcelona – Lagula Arquitectes – vista interior.
Fonte: Revista SUMA+ – No. 237.

Vale dizer que si os elementos que constituem a forma do objeto conforme o explica Hegel “de uma combinação igual, ao que é desigual” tem um valor mais profundo quando esse visitante que observa o objeto sente que ele é “correspondido”. E claro entendemos que isso depende das propriedades da forma, é de como o sujeito procura certa identidade para que seja correspondido.

A terceira e ultima que trata da “HARMONIA” que ocupa um grau superior. “A harmonia é uma relação de elementos diversos que formam uma totalidade, e suas diferenças que são qualidades tem em seu principio a essência da mesma coisa” (Hegel, 2003:61).

Essa relação que tem como conformidade de uma Lei que deixa pra atrás uma simples igualdade ou de repetição alternativa, mais bem estão formando uma unidade, em termos, que todos concordam no seu interior. Estes acordos se constituem em uma harmonia, que por uma parte são elementos diferentes um por outro. Mais essa destruição da oposição, por onde se manifesta sua oposição reciproca no sentido da fala da harmonia das formas, das cores, dos sons, etc.

F.5 – Posto de Combustível YPF Nordelta (2010-2011), Buenos Aires – Hampton+Rivoira arquitectos – vista exterior.
Fonte: Revista SUMA+ – No. 125.

Penso que no texto de Hegel de alguma forma, temos feitos algumas valorações das “formas” que em forma definitiva tem causado muito interessem não só para os arquitetos e urbanistas – “em querer criar melhor” em forma contemporânea, mais de distintas pessoas que querem que estes edifícios e cidades estejam mais presentes no convívio do dia das pessoas comuns. É que sejam “correspondidos” conforme o explico Rudolf Arnheim. Agradecemos de forma especial aos editores das revistas SUMA+ e AU, que nos tem servido para as ilustrações do nosso ensaio.

Goiânia, 26 de Abril de 2016.
Arq. MSc. Jorge Villavisencio.


Bibliografia

HEGEL, Georg W. F.; Lecciones sobre la Estética {Vorlesungen über die Aethetik, 1834}, Ediciones Escolares S. L., Madrid, 2003.

ARNHEIM, Rudolf; La forma visual de la arquitectura, Ed. Gustavo Gili, Barcelona, 2001.

Revista SUMA+, Numero 125, Buenos Aires, Noviembre 2012.

Revista SUMA+, Numero 137, Buenos Aires, Agosto 2014.

Revista AU, Numero 252, São Paulo, Janeiro 2016.






miércoles, 2 de marzo de 2016

Arquitetura contemporânea do Chile.

Arquitetura contemporânea do Chile.
Jorge Villavisencio.

A República do Chile está situada no extremo sul da América, uma faixa bastante estreita limitada pela cordilheira dos Andes. Mais banhada pelo Oceano Pacifico algo mais de 6.400 km. de extensão. Mais seu clima de maneira global é bastante diversificada, apresar de existir uma faixa importante de agua provocada pela geleira dos Andes, mais tem desertos muito consideráveis como do Atacama, onde a sequidade é uma das mais altas do mundo.

F.01 – Termas Geométricas, Parque Nacional de Villarica, Cautin (2003) de German del Sol
Fonte: Guy Wenborne do livro de Luis Fernández-Galiano (2010)

Chile supera os 17 milhões de habitantes, com uma área de 756.950 km2. Apesar de ser uma região bastante limitada pelo seu próprio clima, sua extensão e população reduzida em comparação com o Brasil, tem uma renda per capita que supera os 23 mil dólares. A base de uma produção e exportação de mineiro do cobre, assim como diferentes qualidades de suas frutas e uma diversidade de vinhos que são conhecidos no mundo todo. Pensamos que desta forma temos dado um panorama da República do Chile.

F.02 – Casa para as onze mulheres, Zapallar (2004) de Mathias Klotz
Fonte: Cristián Undurraga do livro de Luis Fernández-Galiano (2010)

Recentemente foi nomeado o arquiteto Alejandro Aravena com o importante premio Pritzker 2016. Aravena realiza seus estudos na PUC do Chile, mais alcança seus posgrados na Academia de Belas Artes em Veneza. Também foi professor convidado na Universidade de Harvard, Universidade da Cataluña, assim como consultor do BID. Além-claro de ser convidado como único arquiteto latino-americano membro do júri que outorga o premio Pritzker, função que desempenho desde o ano de 2009 até 2015. No ano de 2001 funda o escritório de arquitetura quem é Diretor Executivo da Elemental S.A. Dentro de seu escritório trabalham outros arquitetos Gonzalo Arteaga, Diego Torres, Víctor Oddó y Juan Ignacio Cerda entre outros.

F.03 – Planta de Agua Mineral Aouni, Punta Arenas (2008) de Bebin & Saxon – arquitetos
Fonte: Livro de Luis Fernández-Galiano (2010)

A quantidade obras de Alejandro Aravena não são um tanto extensas, mais com a qualidade dignas de serem investigados, aqui alguns de seus projetos: Faculdade de Matemáticas da Universidade Católica de Chile, Colégio Huelquén Montessori, Vivendas social Quinta Monroy na cidade de Iquique (ver F.06 e F.07), as Torres Siamesas da Universidade Católica de Chile (ver F.10), Residência para a Universidade St. Edwards, Austin, Texas nos Estados Unidos, Vivendas e Centro Comunitário em Temuco, Projeto de reconstrução de edifícios públicos da cidade de Concepción, Vivendas social em Monterrey no México, Conjunto de Vivendas e Centro Comunitário Lo Barnechea, Escola Aurélia Rojas Burgos, La Pintana, o Centro de Inovação Anacleto Angelini, o Campus San Joaquín, Universidade Católica de Chile, na capital Santiago de Chile, a Faculdade de Medicina da UC, e por ultimo o Parque Perímetro Urbano em Calama no Chile este em construção desde 2016.

F.04 – Bodega/Industria Olisur, San Jose de Michingüe (2008) de Hevia
Fonte: Livro de Luis Fernández-Galiano (2010)

Gostaria de fazer algumas colocações sobre o arquiteto Alejandro Aravena, claro ele como a principal cabeça pensante da equipe que ele dirige, mais temos que entender, que hoje os escritórios de arquitetura contemporâneos não se fazem sozinhos, é o grupo de pessoas que dignificam sua arte, mais a escolha destas pessoas são da inteira confiança (assim penso) do próprio Aravena. Além-claro da humildade que caracteriza estes renomados arquitetos com tão só 48 anos de idade.

F.05 – Museu da Memoria, Santiago de Chile (2010) do Estudo América - Carlos Dias, Lucas Fehr e Mario Figueroa (arquitetos do Brasil)
Fonte: Livro de Luis Fernández-Galiano (2010)

Mais gostaria num futuro próximo fazer uma pesquisa mais profunda sobre o notável arquiteto chileno, não é a toa que se outorga o Pritzker 2016, para nós que somos do continente Americano, em especial da América do Sul, ter um profissional arquiteto e urbanista com o mais alto destaque internacional, penso que de alguma forma “o mundo está nos observando”, apesar das nossas dificuldades que são uma caraterística nesta parte do continente, assim aconteceu quando forem nomeados ao Pritzker aqui no Brasil os arquitetos Oscar Niemeyer e Paulo Mendes da Rocha.

F.06 – Vivendas Sociais - Quinta Monroy, Iquique (2003-2004) de Alejandro Aravena – 1° etapa
Fonte: Livro de Luis Fernández-Galiano (2010)

F.07 – Vivendas Sociais - Quinta Monroy, Iquique (2003-2004) de Alejandro Aravena – 2° etapa
Fonte: Livro de Luis Fernández-Galiano (2010)

Sem duvida a arquitetura do Chile, se tem destacado nestes últimos tempos com escritórios de arquitetura como do Coz, Polidura e Volante – arquitetos, do arquiteto Smijan Radic, do arquiteto German del Sol, de Mathias Klotz, de Sebastian Irrázaval, de Bebin & Saxton – arquitetos, do arquiteto Hevia, do arquiteto José Cruz, é claro do próprio Alejandro Aravena entre outros.

Para a apresentação deste escrito temos nos preocupado em presentar alguma imagens de suas obras, muitas delas extraídas do livro a quem damos os créditos e que faz parte da nossa bibliografia do Atlas de Arquitecturas del siglo XXI – América do arquiteto, historiador e pesquisador Luís Fernández-Galiano editado pelo BBVA do ano de 2010.

Para Fernando Pérez Oyarzun, um dos fatos de ter progresso a arquitetura do Chile (é seus representantes arquitetos chilenos) foi levar a seus arquitetos a diferentes partes do mundo como China, Alemanha, Estados Unidos, Suíça, Argentina entre outros principalmente com trabalhos de Mathias Klotz, Alejandro Aravena, José Cruz e Sebastian Irrázaval.

Pensamos que a difusão dos seus trabalhos com uma qualidade tectônica, nos referimos não só ao lado formal e funcional, mais uma preocupação constante com escolha dos materiais e a técnica aplicada nos seus projetos. Sem duvida hoje em dia com a velocidade das redes sociais e de informação (internet) se torna uma ferramenta importante para a difusão e conhecimentos dos trabalhos.

Por isso ao dizer “A arquitetura corresponde a exigências de natureza tão diferentes que descrever adequadamente o seu desenvolvimento significa entender sua própria historia...” (Zevi, 2000:53)
Consideramos conhecer o porquê destas novas formas arquitetônicas faz sentido sé conhecemos a própria historia do lugar como menciona Zevi.

F.08 – Museu no deserto de Atacama, Antofagasta (2009) de Coz, Polidura e Volante - arquitetos
Fonte: Livro de Luis Fernández-Galiano (2010)

No caso da arquitetura chilena o primer conhecimento sé dá através “... de sua importante atividade teórica...que não se limita a propor soluções ou problemas locais, mais que participam numa discussão teórica mais geral.”(Pérez, 2010:270), e claro, de seus questionamentos sobre a arquitetura que não se oferece só no Chile mais em outras partes do mundo. Como indicamos anteriormente uma difusão das NTIC em forma tectônica e teórica, através de textos críticos e imagens facilitam que nos poderia levar a novas propostas.

Vejamos “… um novo aprender, uma restauração na formação do professor, que se depara como uma gama imensurável de informações...assim como as contingencias políticas e a arquitetura do conhecimento.” (da Silva, 2006:VII). Não queremos entrar em cheio com está questão educacional da arquitetura, mais sim devemos dizer que devem existir certas politicas educacionais em conhecer através de suas escolas e da aplicação das novas tecnologias da informação e comunicação – NTIC, assunto demais contemporâneo que na realidade está cada mais presente no cotidiano de todas as pessoas. É claro, também das diferentes bienais, exposições, publicações que se materializam em projetos de esmerada qualidade, além das diferentes viagens que todos os arquitetos devemos fazer, desta forma nos inspiram estes projetos.

O intercambio com Espanha com a Escola de Arquitetura de Valparaiso abre certas portas para uma nova realidade da arquitetura, consideramos que escolas de arquitetura que procuram novos mecanismos de intercambio e conhecimento, além-claro, do interesse do corpo docente e dissente, faz que se crie uma nova cultura arquitetônica, como sucede na Colômbia com a FAU da Universidade dos Andes, ou da FAUA da Universidade Nacional de Engenheira no Perú, e aqui no Brasil com a FAU da Universidade de São Paulo – USP, que formam arquitetos e urbanistas que tem diferentes olhares do que é a arquitetura contemporânea.

Vale a pena dizer que “O paisagem e contexto urbano – Que na realidade a paisagem e força da natureza são no Chile o mais de significativo que a oferta cultural que há constituído uma convicção relativamente difundida.” (Pérez, 2010:271).
Sem lugar a duvidas, o espaço da paisagem gera certa comoção do próprio intelecto, e provoca a toma de decisões do partido arquitetônico, apresentar soluções das diversas condicionantes que tem que ser solucionadas, o contexto da própria paisagem se considera que está mais presente em uma arquitetura contemporânea, o vinculo com está realidade de “dialogo” com a natureza, como se indica “...uma das equipes que tem se aplicado em desenvolvimento a relação entre a arquitetura, experimentação artística e ecológica e composta pelo arquitetos Elisabeth Diller e Ricardo Scoficio” (Montaner, 2012:165).

F.09 – Casa de Cobre 2, Talca (2005) de Smijan Radic
Fonte: Livro de Luis Fernández-Galiano (2010)

Alguns projetos do Chile tem logrado certa eficiência com o dialogo mais profundo com a natureza e sua própria paisagem, a proposta arquitetônica na sua concepção, como é o caso do arquiteto German del Sol na sua obra das Termas Geométricas no Parque Nacional de Villarica (ver F.01), do projeto de Bebin & Saxon da Planta de Aguas em Punta Arenas (ver F.03), assim como do excelente projeto de Coz, Polidura e Volante no Museu do Deserto de Atacama em Antofagasta no Chile. (ver F.08).

Pensamos que a arquitetura do Chile não tem medo de “experimentar e inovar”, isto já está no habito tectônico do dia a dia, estas ultimas gerações tem mostrado isso, a quantidade de arquitetos e escritórios de arquitetura tem produções de alta qualidade que pode ser comparado em outros continentes. Existe uma vontade dos últimos governos de gestão nas qualidades que tem a arquitetura. As empresas chilenas se têm esmerado em motivar a seus profissionais da arquitetura em personalizar sua imagem através de sua arte. As demandas sociais são atendidas com uma qualidade esmerada, como é o caso das vivendas sociais de Alejandro Aravena (ver F.06 e F.07), assim como de um profundo respeito com a paisagem e a natureza, assunto que temos abordado com intensidade.

Para terminar gostaria incluir está referencia/citação e dizer: “... a arquitetura deixará de ter um luxo reservado alguns, para contribuir com as maiorias. O desafio compromete aos profissionais e suas escolas – que devem fazer um esforço especial para atender ditas demandas na formação de estudantes – mais também as instituições sociais e a sociedade no seu conjunto, que precisam compreender com mais claridade do que a arquitetura e capaz de oferecer.” (Pérez, 2010:279).

F.10 – Torres Gêmeas – PUC-Chile, Santiago de Chile (2003) de Alejandro Aravena
Fonte: Site Archdialy, novembro de 2011

Foi difícil, ao mesmo um reto pra nos, poder explicar de maneira concisa do que é a arquitetura do Chile, não temos utilizado nenhum tipo de sensacionalismo da arquitetura contemporânea neste país, mais tenho convicção que ainda poderia ter abordado mais assuntos, talvez numa próxima vez. Agradecemos de maneira especial a Fernando Pérez Oyarzum no seu belo texto “La excelencia en el limite” publicado na referencia do livro de Luis Fernández-Galiano no seus textos assim como de suas imagens.

Goiânia, 2 de março de 2016.
Arq. MSc. Jorge Villavisencio.


Bibliografia

ZEVI, Bruno; Saber ver a arquitetura, Ed. Martins Fontes, São Paulo, 2009.

MONTANER, Josep Maria; A modernidade superada: Ensaios sobre a arquitetura contemporânea, Editora Gustavo Gili, São Paulo, 2012.

FERNÁNDEZ-GALIANO, Luis (coordinador); Atlas del siglo XXI – América, Ed. Fundación BBVA, Bilbao, 2010.

DA SILVA, Glaucia; DA PIRIFICACAO, Ivonélia; Educação e novas tecnologias: um re-pensar, Ed. Ibpex, Curitiba, 2006.





lunes, 8 de febrero de 2016

Contemporaneidade – Lugar da Memoria na cidade de Lima.

Contemporaneidade – Lugar da Memoria na cidade de Lima.
Jorge Villavisencio.

Para os arquitetos e pessoas interessadas que gostam de conhecer novos espaços/projetos contemporâneos, fomos a conhecer (janeiro 2016) a recente obra do Lugar da Memoria (nome oficial: Lugar de la Memoria; La Torerancia y La Inclusión Social – LUM) no limite dos Distritos de Miraflores e San Isidro na cidade de Lima no Perú, inaugurada no ano (2010-2014), projeto dos arquitetos Sandra Barclay e Jean Pierre Crousse (Barclay & Crousse – arquitetos).

F.001 – Lugar da Memoria – Barclay & Crousse – arquitetos
Fonte: Jorge Villavisencio

Sem duvida o escritório de arquitetura Barclay & Crousse nestes últimos tempos se tem destacado por suas propostas de linhas simples, mais muito bem dosadas, com toque de uma arquitetura que este presente de forma contemporânea , entre elas a Casa Equis (2003) em Cañete, a Escola de Artes Visuais (2012) em Miraflores, Museu de Paracas (2012) em Ica, Edifícios de Escritórios Le Gambetta (2003) Paris, Residência dos Estudantes Frida Kalho (2009) Paris, entre outras obras. Mais cabe ressaltar que apressar de serem arquitetos que trabalham atualmente no Perú, forem a morar na Francia por mais de dez anos.

Mais consideramos que a arquitetura contemporânea peruana se tem destacado outros escritórios de arquitetura como de Alexia León, Oscar Borasino, Llosa & Cortegana, Javier Sánchez, entre outros. Assim como de poucos mais importantes críticos da arquitetura Frederick Cooper Llosa, José Garcia Bryce, Wiley Ludeña Urquizo, Elio Martuccelli Casanova.

F.002 – Lugar da Memoria – Barclay & Crousse – arquitetos
Fonte: Jorge Villavisencio

O projeto de arquitetura do Lugar da Memoria foi por concurso publico nacional, e poucas vezes no Perú se registrou uma equipe/Júri de avalição arquitetônica, considero de primer nível, como dos arquitetos Rafael Moneo, Francesco Dal Co, Kenneth Frampton e dos não menos importantes críticos peruanos Willey Ludeña e José Garcia Bryce.

Um dos assuntos mais importantes é onde foi inserida a obra, num alcantilado de difícil acesso, com uma topografia bastante acidentada, numa curva muito pronunciada, mais guarda uma escala que não deturpa o espaço. (ver F.001 e F.003). Talvez com ideia de fazer parte do próprio espaço e de seu contexto.

Sem duvida a paisagem é sensível na vista do mar, claro como parte do contexto urbano da cidade de Lima. Mais a vista desta altura (nível) onde está inserida a obra se volve a paisagem do mar, penso que se torna ainda mais imponente a vista da paisagem, mantendo o edifício como parte da paisagem.

F.003 – Lugar da Memoria – Barclay & Crousse – arquitetos
Fonte: Jorge Villavisencio

A extensa plataforma que é a cobertura parcial da edificação, faz que este espaço seja primordialmente de convivência e contemplação. Porque e correto dizer “... os projetos são ensimesmados, introvertidos, volcados a seu próprio lote. “Se vê”, mais não “Se lê”. (Martuccelli, 2009:11). Consideramos importante o dito por Elio Martuccelli porque neste caso a leitura (“Se lê”) o espaço/projeto e sua inserção do edifício do Lugar da Memoria.

F.004 – Lugar da Memoria – Barclay & Crousse – arquitetos
Fonte: Jorge Villavisencio

Também se diz que “... se lê como uma homenagem nas vitimas do terrorismo que azotou ao Perú nas décadas passadas.” (Cooper, 2010:196). Mais bem tenho certas duvidas sobre isto, talvez seja pela forma como foi pensado o projeto, penso que é algo “austero de linhas simples” e de uma materialidade que relembra as texturas do passado pré-hispânico e do lugar. Mais entendamos que a arquitetura é muito complexa, é será assim, porque isto enriquece as diferencia de opiniões, com todo o respeito que merece cada obra de arquitetura, em espacial a está tipologia de obra.
Como diz “... dificilmente não se da importância a edifícios como museus, bibliotecas, lugares de cultura” (Milanesi, 2003).

F.005 – Lugar da Memoria – Barclay & Crousse – arquitetos
Fonte: Jorge Villavisencio

Pelos diferentes níveis que designa a própria topografia de inclinação acentuada, se criam plataformas na parte mais baixa de seu nível onde se dá o acesso principal. Tenho a impressão que poderia dar “importância ao nível superior” (cota mais alta), assunto que decorreremos mais na frente.

F.006 – Lugar da Memoria – Barclay & Crousse – arquitetos – sentido norte.
Fonte: Jorge Villavisencio

Percebemos que seu acesso principal tem uma escadaria, e uma rampa para pessoas com dificuldades de locomoção (hoje muito importante para arquitetura acessível), e está fixada com algumas placas que compõe a forma e que serve como muros de arrimo do próprio edifício, assim como na placa indicativa no próprio muro em baixo releve que leva o nome da edificação.

F.007 – Lugar da Memoria – Barclay & Crousse – arquitetos
Fonte: Jorge Villavisencio

Apesar de que sua forma é de predominância de linhas retas, existe uma preocupação com os vazios (poucos mais existem) que dá sensação de continuidade em sentido norte-sul, cabe recordar que o mar do Oceano Pacifico mira em sentido oeste, desta forma as placas existentes ameniza o problema da isolação na parte oeste. Abrindo seus espaços das janelas nos sentido norte e sul (ver F.007 e F.009).

F.008 – Lugar da Memoria – Barclay & Crousse – arquitetos – sentido oeste.
Fonte: Jorge Villavisencio

A superposição das formas (ver F.008) cria certo misticismo nos espaços vazios, claro além de criar mais espaços interno com seu pé direto triplo e duplo. Penso que isto favorece o fator climatológico na parte interna da edificação. É claro a valorização do espaço vazio que é tão importante para a arquitetura.

F.009 – Lugar da Memoria – Barclay & Crousse – arquitetos – sentido sul.
Fonte: Jorge Villavisencio

Não deixa de ser interessante o jogo de volumes que tem a parte sul do edifício, conexões e desconexões que criam vazios prismáticos externos e internos, que não guardam nenhuma simetria e paralelismo com as linhas do edifício, mais bem a predominância do jogo de luz e sombra acelera o processo para entendimento destes jogos de volumes.

Fazer politica encima desta tipologia de edifícios – Edifícios para a Cultura – se torna importante é interessante para a cidade, “A formação social é uns dos fatores mais importantes para delinear uma política de Cultura, incluindo aí as formas e funções dos espaços e ela destinados” (Milanesi, 2003:27), penso que de alguma forma o edifício do Lugar da Memoria tem logrado.

F.010 – Lugar da Memoria – Barclay & Crousse – arquitetos – Totem de indicação.
Fonte: Jorge Villavisencio

Mais pode perceber que no acesso na parte superior da edificação (cota mais alta) o acesso se torna dificultoso é de acesso mínimo com uma grade/porta de menores dimensões. Lembremos que o grande espetáculo neste edifício é a “contemplação e a convivência”. Penso que se deveria ampliar seu acesso pela parte superior, facilitando uma maior participação e visitação ao edifício, talvez (si não foi pensado, porque percebi que em algumas partes ainda não estão concluídas, como é o caso do paisagismo) dando passo as pessoas que transitam a pé, sem duvida temos que dar mais prioridade aos pedestres/pessoas, e não só aos veículos, valorizar os espaços urbanos se torna importante para uma boa arquitetura. Considero (si não foi pensado) que é fácil de resolver. Continuidade espacial no contexto urbano.

Por último, “A casa da cultura é um núcleo articulador de ações que se ramificam pela cidade, um centro irradiador e não uma fortaleza cercada por um muro que só os iniciados atravessam.” (Milanesi, 2009).
Espaços tão formosos onde foi inserido esta edificação do Lugar da Memoria, torna-se importante e necessário fazer a conhecer, o fato de não cobrar acesso ao edifício (ver F.010 – Totem) já é um primer passo, em espacial para as pessoas menos favorecidas social e economicamente. Fazer uso destas explanadas (plataformas) na parte superior (coberturas) e na parte inferior (estacionamentos) poderiam se tornar uma espécie de gentileza urbana, que é tanto necessário desta tipologia de edifício.


Goiânia, 8 de fevereiro de 2016.
Arq. MSc. Jorge Villavisencio.


Bibliografia

RAMÓM, Jarne Ricardo (coordinador); El arquitecto y su obra, Ed. Agencia Española de Cooperación Internacional, Lima, 2009.

FERNÁNDEZ-GALIANO, Luis (coordinador); Atlas del siglo XXI – América, Ed. Fundación BBVA, Bilbao, 2010.

MILANESI, Luís; A Casa da Invenção, Ateliê Editora, Cotia, São Paulo, 2003.


miércoles, 3 de febrero de 2016

Índice atualizado de 06/03/2009 a 10/11/2015 – Blog: arquitecturavillavisencio.

Índice atualizado de 06/03/2009 a 10/11/2015 – Blog: arquitecturavillavisencio – 01 a 222.

Novembro 2015
222. Percepções contemporâneas sobre a sustentabilidade ambiental. 10/11/15

Outubro 2015
221. A visão da arquitetura contemporânea da UNSTUDIO. 14/10/15
220. Os paradoxos conceituais da arquitetura contemporânea. 5/10/15

Maio 2015
219. Orientações do TCC/TFG em arquitetura e urbanismo.31/5/15

Abril 2015
218. A escolha da temática: trabalho de conclusão do curso em arquitetura e urbanismo. 21/4/15

Março 2015
217. Estratégias e percepção do espaço da arquitetura contemporânea. 15/3/15

Fevereiro 2015
216. A nova percepção da arquitetura escolar. 8/2/15

Janeiro 2015
215. As teorias do medo na arquitetura. 28/1/15

Novembro 2014
214. Arquitetura do tijolo. 23/11/14

Setembro 2014
213. A arquitetura contextualizada com o meio ambiente. 20/9/14
212. Percepções do Memorial “Darcy Ribeiro” da Universidade Nacional de Brasília. 13/9/14

Agosto 2014
211. Percepções da nova arquitetura para o século XXI. 24/8/14

Junho 2014
210. A importância da “ventilação e do ar” na arquitetura e urbanismo.4/6/14

Maio 2014
209. Arquitetos modernos brasileiros seguem para outro espaço. 25/5/14

Abril 2014
208. El Lissitzky: uma figura de vanguarda. 5/4/14

Março 2014
207. A cidade histórica de São Francisco do Sul. 3/3/14

Fevereiro 2014
206. Um olhar contemporâneo no novo Teatro Nacional em Lima. 5/2/14

Janeiro 2014
Curitiba: a cidade com visão humanista. 31/01/14

Dezembro 2013
205. A comutação entre o diálogo e o desenho. 14/12/13

Novembro 2013
204. Percepções contemporâneas da publicação de revistas de arquitetura e urbanismo. 05/11/13

Outubro 2013
203. Perspectivas dos arquitetos e urbanistas do Brasil. 28/10/2013
202. A intenção entre a teoria e a pratica da arquitetura. 12/10/13

Setembro 2013
201. A função da cidade mundial. 04/09/2013

Agosto 2013
200. Questões de mobilidade urbana a ser repensadas. 28/08/2013

Julho 2013
199. Eventos em Sudamérica sobre Arquitetura Hospitalar. 31/07/2013

Maio 2013
198. Michel Foucault: o nascimento do hospital moderno. 02/05/2013

Abril 2013
197. Arquitetura Hospitalar em Buenos Aires. (2013). 08/04/13

Março 2013
196. 10 motivos para contar com a ajuda de um arquiteto. 03/03/13

Fevereiro 2013
195. Hugo Segawa em Goiás. 25/02/13
194. Evento FAU/PUCP 2013. 24/02/2013
193. Ambiência na saúde: informação sobre o curso. 04/02/13

Janeiro – 2013
192. Adolfo Córdova: e suas percepções sobre a arquitetura do Perú. 23/01/2013
191. O sentido da modernidade brasileira. 13/01/13

Dezembro – 2012
190. Niemeyer é seu legado de cultura arquitetônica. 07/12/12

Novembro – 2012
189. Cidades, edifícios: aspectos tecnológicos – infiltrações... 12/11/12

Outubro – 2012
188. Casa do Baile na Pampulha em Belo Horizonte: um... 01/10/12

Setembro – 2012
187. Ensino da arquitetura (Segunda parte)... 24/09/12
186. Bertran: na busca do espaço no cerrado brasileiro... 10/09/12

Agosto – 2012
185. Le Corbusier: e suas propostas de cidades... 27/08/12
184. Urbanismo: na procura de uma visão mais contemporânea... 24/08/12
183. ÍNDICE: Blog - arquitecturavillavisencio – Arquitetura... 11/08/12
182. RIO+20: na busca de novas perspectivas. 05/08/12

Julho – 2012
181. O parque das Oliveiras de San Isidro – Lima: num..., 16/07/12

Junho – 2012
180. Giedion: na visão inspiradora de prospectiva moderna, 15/06/12
179. Olhar para o futuro: Agenda 21 – mais o futuro é agora, 07/06/12

Maio – 2012
178. Mindlin: na procura do equilíbrio moderno da arquitetura, 29/05/12
177. Arquitetura moderna e contemporânea brasileira: es...,03/05/12

Abril – 2012
176. Goiania y su Centro de Cultura “Oscar Niemeyer”, 23/04/12
175. Attilio Correa Lima: nos primórdios da arquitetura..., 13/04/12
174. O intrinsico da criatividade na arquitetura, 08/04/12

Março – 2012
173. São Paulo: onde todo começo do passado ao presente..., 24/03/12
172. Cusco: a cidade das varias percepções, 11/03/12

Fevereiro – 2012
171. Inclusão urbana, na visão de Paulo Ormindo de Azevedo, 26/02/12
170. Glusberg: idealizando um constructo, 10/02/12

Janeiro – 2012
169. Legorreta: uma arquitetura contemporânea com entusiasta, 27/01/12
168. Souto de Moura e seu Pritzker, 11/01/12

Dezembro – 2011
167. Arquitetura: redes, imagens e o imaginário, 27/12/11
166. Zaha Hadid e sua inquietude sobre a arquitetura, 01/12/11

Novembro – 2011
165. Paraná na Exposição Brasileira em Barcelona, 24/11/11
164. Seoane Ros e seu edifício da Diagonal: na procura ..., 13/11/11
163. Trianon Paulista: a área verde cosmopolita que pre..., 02/11/11

Outubro – 2011
162. Unidade na Diversidade: Candidatura para o Conselho de Arquitetos e Urbanista do Brasil, 09/10/11
161. Peter Behrens: o impulso lírico sobre a semiótica, 02/10/11

Setembro – 2011
160. Estruturas tensionadas e sua versatilidade da forma,17/09/11
159. Machu Picchu: a importância do primeiro centenário, 01/09/11

Agosto – 2011
158. A invenção do espaço construído, 16/08/11
157. Piura: e sua mirada na procura da prospecção urbana, 07/08/11
156. Índice – (Janeiro 2011 a Julho 2011) Blog: arquitecturavillavisencio – Terceira Parte.

Julho – 2011
155. Elder Rocha Lima y su guía arquitectónica sentimental 24/07/11
154. Roberto Segre: sus visiones de la arquitectura Latinoamericana 14/07/11
153. FAUA/UNI: o decálogo dos 100 anos intensos do ensi... 01/07/11

Junho – 2011
152. Goiânia e sua representação da historia arquitetôn... 11/06/11
151. Holanda: percepções preventivas no espaço urbano e... 02/06/11

Maio – 2011
150. Circuitos da Arquitetura Moderna Brasileira na cid... 24/05/11
149. Pampulha: o pensamento de visão moderna da arquite... 14/05/11
148. Edifício Martinelli: o processo de verticalização... 06/05/11
147. Estatísticas, arquitetura, urbanismo e textos: alg. 01/05/11

Abril – 2011
146. Vidro na arquitetura: visão de síntese utilitarista 20/04/11
145. Arquitetura Hospitalaria na cidade de Buenos Aires... 11/04/11
144. Belém: uma questão de identidade arquitetônica 02/04/11

Março – 2011
143. Ministério de Educação e Saúde (1936-1943) Rio de Janeiro 27/01/11
142. Evento en Lima-Perú - CICLO DE CONFERENCIAS: HOMBR... 07/03/11
141. Escola da Bauhaus: as teorias e práticas inspirado... 02/03/11

Fevereiro – 2011
140. Sustentabilidade: a arquitetura na vivenda unifamiliar 15/02/11
139. Kandinsky: e suas relações com a Escola das artes 06/02/11

Janeiro – 2011
138. Catedral de Rio de Janeiro e seu lado formalista 27/01/11
137. Desastres naturais: historia urbana de Lima do séc. 13/01/2011
136. Sustentabilidade é a busca da XI Conferencia das Cidades 04/01/11
135. Blog: arquitecturavillavisencio – Arquiteto Jorge Villavisencio Blog: arquitecturavillavisencio – Arquiteto Jorge Villavisencio Ordóñez (2° Parte)

Dezembro – 2010
134. Conselho de Arquitetos e Urbanistas do Brasil – CAU. 21/12/10
133. James Stirling e o inquietante mundo dos estilos arquitetônicos. 15/12/10
132. Michel Foucault y sus teorías de la arquitectura hospitalaria: analogías en la busca de nuevos conceptos espaciales. 04/12/10

Novembro – 2010
131. O expressionismo na busca da plasticidade do movimento moderno do estilo “De Sitlj”. 24/11/10
130. Kenzo Tange (丹下健三): arquitetura moderna. 14/11/10
129. Conceitos das teorias da arquitetura moderna de Le Corbusier. 04/11/10

Outubro – 2010
128. Escola de Chicago – entre o lado formal e as novas tecnologias construtivas modernas. 19/10/10
127. Rafael Marquina – visualizando sua arquitetura hospitalar. 13/10/10
126. Mario Vargas Llosa – Premio Nobel na Arte da Literatura. 10/10/10
125. Adolf Loos – arquiteto moderno funcionalista. 03/10/10

Setembro – 2010
124. Arquitetura Hospitalar em Latino America 24/09/10
123. Arquitetura – construção ecológica. 23/09/10
122. Art Nouveau – Arquitetura Moderna 19/09/10
121. Historiografia da arquitetura moderna (1 Parte) 11/09/10
120. Índice (06/03/2009 a 07/09/2010) blog: arquitecturavillavisencio 07/09/10
119. Louis I. Kahn: arquitetura moderna 05/09/10
118. Art Déco: arquitetura moderna do século XX 24/08/10
117. Urbanismo moderno no Brasil 17/08/10
116. De Idea a Ideal – sustinere. 15/08/10
115. Cartesiano e o Sustentável 12/08/10
114. Mies van der Rohe magnetismo da sua arquitetura mo... 09/08/10
113. Arquitectura: Edificio de la Facultad de Arquitect... 04/08/10

Julho - 2010
112. Enseñanza de la Arquitectura (Primera Parte) 31/07/10
111. Arquitectura: Galería del Rock (1963) de São Paulo... 18/07/10
110. Le Corbusier - Charles Édouard Jeanneret-Gris 11/07/10
109. Sustentabilidad: arquitectura y urbanismo 04/07/10

Junho - 2010
108. COPAN – entre o côncavo e o convexo. 28/06/10
107. Ensino da Arquitetura: FAUA/UNI nos seus primeiros... 20/06/10
106. Urbanismo: Cartografia e o Imaginário Urbano. 08/06/10
105. Carta de Atenas – 3 Parte. 01/06/10
104. Arquitetura: condições contemporâneas sobre o meio...

Maio - 2010
103. IAB – Goiás 14/05/10
102. A metodologia do projeto arquitetônico 11/05/10
101. Arquitetura e a Pintura contextualizam: a visão de... 06/05/10
100. Brasília – do passado ao presente. 01/05/10

Abril – 2010
99. João Filgueiras Lima – Lelé em Anápolis 2010. 22/04/10
98. Frank Lloyd Wright 18/04/10
97. Processo Arquitetural 11/04/10
96. Sustentabilidade Urbana 06/04/10
95. EREA GOIÂNIA 2010 05/04/10

Março - 2010
94. Carta de Atenas – 2 Parte. 29/03/10
93. Carta de Atenas – 1 Parte. 28/03/10
92. A historia da preservação - HTC 25/03/10
91. O que é certo e o que está errado no ambiente físi... 25/03/10
90. Arquitetura Sustentável No. 02 19/03/10
89. Arquitectura Sustentable o Sostenible 19/03/10
88. Método e intenção na concepção arquitetônica 01/03/10 de
87. Fatos e Modelos na arquitetura 01/03/10
86. Uma abordagem possível à gestão do desenho 01/03/10
85. A arquitetura de Rafael Moneo. 01/03/10

Fevereiro - 2010
84. Percepção e construir o conceito 27/02/10
83. As Contradições Culturais do Capitalismo 27/02/10
82. Jørn Utzon – A arquitetura: projeto humanístico. 27/02/10
81. Niemeyer: Pensamentos sobre a situação Latino Amer... 27/02/10
80. Arquitetura orgânica: corpo e mente. 27/02/10
79. A arquitetura: Ideologia – Sensações – Filosofia. 27/02/10
78. O dimensionamento e avaliação do processo de imple... 27/02/10
77. A análise morfológica: algumas aplicações imediata... 27/02/10
76. Arquitetura e Urbanismo na nova visão ao cambio cl... 27/02/10
75. A crítica filosófica do behaviorismo na concepção ... 23/02/10
74. A dinâmica dos espaços físicos da unidade de compo... 23/02/10
73. Aplicação do PVC na construção de edificações. 23/02/10
72. A concepção de sistemas interligados a partir de u... 13/02/10
71. A evolução das estruturas do ambiente 13/02/10
70. Os métodos de desenho e a programação posta na prá... 13/02/10

Janeiro - 2010
69. Arte y Sociedad Latinoamericana 24/01/10
68. La Arquitectura Peruana del siglo XX - Mirko Lauer... 24/01/10
67. El control de las infecciones hospitalarias y su a... 16/01/10
66. Arquitectura – Historia y Arquitectura – Crítica: ... 16/01/10
65. Cyborg Urbanización: complejidad y monstruosidad e... 15/01/10
64. Wiley Ludeña y sus ideas de la arquitectura peruan...14/01/10
63. Consecuencias de la Modernidad 14/01/10
62. Imaginarios y discursos médicos de Isaac Sáenz 11/01/10
61. Lucio Costa y Brasilia DF. 10/01/10
60. La Casa Osambela de Lima 09/01/10
59. João da Gama Filgueiras Lima (Lelé) 09/01/10
58. ¿Qué es arquitectura? 09/01/10
57. Arquitectura y Cultura 09/01/10
56. La Arquitectura y los Arquitectos 09/01/10

Dezembro - 2009
55. “HISTORIA DEL DESARROLLO DE LA PROGRAMACIÓN EN LA ... 23/12/09
54. La contaminación y el medio ambiente. 23/12/09
53. Robert Charles Venturi - Casa Vanna-Venturi 23/12/09
52. Critica arquitectónica de la “Catedral de Brasilia... 23/12/09
51. Clarice Lispector 23/12/09
50. Nicanor Wong en un acercamiento de la lógica proye... 23/12/09
49. Historia del Arte como Historia de la Ciudad 23/12/09
48. Lionelo Venturi: ingenuidades, de imaginações da c... 23/12/09
47. Marc-Herri Wajnberg: El Museo de Arte Contemporáne... 23/12/09
46. La Lógica Proyectual: Museo de Arte Contemporáneo ... 23/12/09
45. Lógica Proyectual en la Arquitectura y el Urbanis... 23/12/09
44. THE LANGUAGE OF MODERN ARCHITECTURE 23/12/09
43. Movilidad (espacial) y vida cotidiana en contextos... 23/12/09
42. TENDENCIAS INVESTIGATIVAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSOR... 23/12/09
41. METODOS Y TÉCNICAS DE INVESTIGACIÓN 23/12/09

Novembro - 2009
40. The new baroque time 18/11/09
39. "arquitetura hospitalar no Brasil" 18/11/09
38. LA FABRICACIÓN DE NUEVAS PATOLOGÍAS. De la salud a... 18/11/09
37. Justo Homenaje de España al Profesor Oscar Niemeye... 08/11/09
36. Arq. Louis Sullivan 07/11/09
35. Microhistory of the modern City: Urban Space, Its ... 07/11/09
34. Enrique Seoane Ros 07/11/09
33. "La condición postmoderna" 05/11/09
32. Denis Diderot - Tercera Parte 05/11/09
31. Vers une architeture (1922) Le Corbusier - Segunda... 05/11/09

Outubro - 2009
30. Habitar – Construir – Pensar - Conferencia y Artíc... 06/10/09
29. "Ariadna y Penélope analogías de la Ciudad" 06/10/09
28. "La Modernidad: Ayer, Hoy y Mañana" 06/10/09
27. “Vers une architeture”(1922) - Le Corbusier - Prim... 06/10/09
26. "Denis Diderot" - Segunda Parte 06/10/09
25. "Capitalismo Colonial Moderno" 06/10/09

Setembro - 2009
24. Historiográfia del Arte y la Arquitectura - Denis ... 25/09/09
23. Defensa del Patrimonio Arquitectónico del Perú – P... 25/09/09
22. Urban sanitation - conceptual map 06/09/09
21. Transfer of the cities in Latin America 06/09/09
20. Crítica de la Arquitectura - Tercera parte 06/09/09

Agosto - 2009
19. Arquitectura Posmoderna - Clasico versus Caos 28/08/09
18. Los discursos de las libertades y del bienestar 17/08/09
17. "Pensamiento Neoperuano en el Arte y la Arquitectura 17/08/09
16. Mapa Conceptual de la Modernidad 17/08/09
15. Criticism in the Architecture and discipline

Julho - 2009
14. Arquitectura en Goías - Brasil 12/07/09
13. "Abstraction" 12/07/09
12. “Emergent Systems” 12/07/09
11. "Modernidad y Posmodernidad" 12/07/09
10. “The Architectonic Critic” 12/07/09

Maio - 2009
09. ENANOS MODERNOS A HOMBROS DE ANTIGUOS GIGANTES 14/05/09

Abril - 2009
08. Methods in Architeture - Geoffrey Broadbent... 05/04/09
07. APPLICATION OF THE NEW TECHNOLOGIES IN THE PEDAGOG... 05/04/09
06. Vitruvio (I siglo dc.) - Libro Primero 05/04/09

Março - 2009
05. “Reflexiones filosóficas económicas” 06/03/09
04. “Nace la palabra Estética” 06/03/09
03. “Pensamientos sobre el Profesor Oscar Niemeyer” 06/03/09
02. “Estudio sobre las nuevas ideas: proyecto borbónic... 06/03/09
01. Finalidad del Blog 06/03/09.

Arquiteto Urbanista MSc. Jorge Villavisencio - 03/02/2016 (atualizado de 01 a 222).